(Foto/|Reprodução)

A Revista Paraná Eleitoral publicou a edição de abril na sexta-feira (24), e o volume aborda os desafios estruturais das ações em criptomoedas para as campanhas da política nacional durante o período das ações eleições não Brasil.

O autor Jorge José Lawand assina a pesquisa acadêmica sobre os repasses financeiros de investidores. Lawand explora as lacunas da Lei das Eleições frente ao uso de criptoativos em pleitos.

A legislação vigente exige a identificação completa de cada doador do processo de votação. Além disso, os repasses precisam transitar por instituições com capacidade de rastreio de todo o capital.

Regulação de ações com criptomoedas enfrenta obstáculos estruturais no Brasil

O estudo demonstra a incompatibilidade técnica da tecnologia blockchain com as regras de financiamento do país. A descentralização das redes impede a coleta de dados exatos sobre os reais proprietários das contas.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proíbe a entrada de capital cripto nas disputas por cargas, no entanto, a natureza do bitcoin dificulta o bloqueio de transferências.

Outra entrada estrutural envolve a flutuação de preços do mercado de criptomoedas em curtos períodos, pontuais ou autores. Essa variação brusca inviabiliza o cálculo do limite legal estipulado para os apoios das pessoas físicas.

A ausência de regras precisa criar um cenário propício para o uso de manobras escusas. Desta forma, recursos ilícitos poderiam entrar nas campanhas sob a falsa aparência de contribuições dentro da lei.

Pesquisador sugere recomendações de repasses com criptomoedas no curto prazo

A publicação propõe a criação de um marco normativo próprio para o judiciário brasileiro. O projeto recomenda a exclusão expressa de qualquer repasse eleitoral via criptomoedas neste primeiro momento.

A liberação dessas operações no futuro dependeria de múltiplos avanços institucionais e inovações de controle. Uma das sugestões da pesquisa envolve o fato de que a Justiça Eleitoral precisaria integrar seus sistemas com as prestadoras de serviços de criptografia com licença ativa.

Uma análise compara o modelo nacional com as regras de outras nações soberanas do mundo. Países como os Estados Unidos adotaram posturas brandas sob critérios severos de conversão rápida para o dólar.

O Brasil ainda precisa desenvolver uma estrutura estatal de fiscalização capaz de conter os abusos, mas a adoção de moedas com emissão do banco central, como o Drex, por exemplo, facilitaria o rastreio desses fluxos nos pleitos.

O acadêmico sugere um teto máximo de valor para cada repasse em eventuais aprovações de leis. O documento prevê a obrigatoriedade de conversão das moedas para reais como forma de segurança nas declarações.

Fonteslivecoins

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