O Departamento de Justiça dos EUA anunciou nesta quarta-feira (29) a prisão de 276 pessoas ligadas a centros de fraude usados para aplicar golpes de criptomoedas.
A ação foi realizada pelo FBI em cooperação com o Departamento de Polícia de Dubai, a Polícia Real da Tailândia e o Ministério da Segurança Pública da China.
Na semana anterior, o DoJ anunciou um Apreensão de US$ 700 milhões (R$ 3,5 bilhões) em criptomoedas ligadas a um esquema de lavagem de dinheiro no sudeste asiático.
Autoridades de Dubai prenderam 275 pessoas e a polícia de Tailândia prendeu uma
Entre os 276 presos, os EUA dão destaque para os nomes de Thet Min Nyi (27), Wiliang Awang (23), Andreas Chandra (29) e Lisa Mariam (29).
O primeiro citado é apontado como um gerente e recrutador da Ko Thet Company, também chamado de Pixy, que administrava os centros de golpes. Os outros três acusados estariam ligados a outras duas organizações criminosas, chamadas Sanduo Group e Giant Company.
“As acusações e prisões anunciadas hoje refletem um consenso internacional de que centros de fraude não são bem-vindos em lugar nenhum e devem ser desmantelados. Organizadores desses centros e fraudadores que enganam americanos e outros enfrentamão a justiça em tribunais dos EUA e do mundo. Na sociedade moderna, a fraude não tem fronteiras, e a aplicação da lei para combatê-la também não”disse A. Tysen Duva, procurador-geral assistente da Divisão Criminal do Departamento de Justiça dos EUA.
As investigações do FBI terminaram em 2025 a partir de denúncias criminais.
Os golpes praticados pelos grupos são chamados de abate de porco (abate de porco). Em suma, eles ganham a confiança da vítima, muitas vezes em golpes de romance, e então eles depositam suas economias em sites de investimento falsos.
“Os golpistas incentivaram as vítimas a investir mais, além de pedir que pegassem empréstimos com amigos, familiares ou bancos. Sem saber, ao transferirem os valores para essas plataformas, as vítimas perderam o controle de suas criptomoedas, que eram desviadas e lavadas para outras contas, inclusive dos próprios criminosos.”
Além da cooperação entre agências internacionais, a investigação também conta com o apoio da Meta, controladora do Facebook e Instagram, para coleta de informações.
Caso condenados, os suspeitos podem enfrentar uma pena máxima de 20 anos de prisão por conspiração para fraude eletrônica, bem como outra de mesma duração por conspiração para lavagem de dinheiro.
Fonteslivecoins




