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O Bitcoin cai mais forte nesta sexta-feira (17) e ameaça perder o patamar de US$ 63 mil com a piora do cenário geopolítico após novos ataques dos Estados Unidos ao Irã e as falas do presidente Donald Trump contra a China. Enquanto isso, uma nova onda de pressão vendedora sobre ações de semicondutores na Ásia também prejudica as criptomoedas.

Nesta manhã, o Bitcoin tem queda de 1,7%, cotado a US$ 63.024 em 24 horas. Em reais, a maior criptomoeda do mundo estava em R$ 324.244, segundo dados do Portal do Bitcoin. O Ethereum, por sua vez, recuou 2,6%, a US$ 1.836. Já o XRP recua 1,8%, assim como Solana, enquanto o BNB cai 2,3%. Entre os destaques negativos, o Hiperlíquido caiu 8,1%.

Nos mercados de ações asiáticas, o índice Nikkei, do Japão, caiu quase 3%, atingindo seu nível mais baixo em mais de um mês. O Nasdaq, índice de tecnologia de Wall Street, já havia caído mais de 1,6% na quinta-feira, estendendo a queda nos índices futuros nesta manhã.

Pressionando os índices asiáticos estavam as vendas no setor de semicondutores. O índice de ações da região Ásia-Pacífico da MSCI caiu 3%, caminhando para seu pior fechamento em dois meses. A Taiwan Semiconductor caminhou teve sua maior queda em um único dia desde abril de 2025, e a japonesa Kioxia despencou até 16%.

A agência de notícias do Irã, Fars, informou que os ataques aéreos dos EUA atingiram cinco pontes na província de Hormozgan, no sul do país. Um ataque com míssil também atingiu a torre de controle marítima de Chabahar. Apesar disso, os contratos futuros de petróleo WTI não registraram tão fortes e operam na casa de US$ 80 o barril.

Paralelamente, o dólar australiano — moeda sensível às commodities e frequentemente utilizado como tradição para a economia chinesa entre as nações do G7 — caiu frente ao dólar americano devido a receitas de uma renovação das tensões entre EUA e China.

Na noite de quinta, Trump apresentou relatórios de inteligência que alegavam interferência chinesa nas eleições dos EUA em 2020. Ele afirmou que Pequim obteve registros de 220 milhões de candidatos americanos, classificando o fato como uma grande ameaça à democracia. A embaixada da China negou categoricamente as alegações.

A disputa em si não é um fator que, isoladamente, movimenta fortemente os mercados, mas seu potencial para tensionar as relações entre EUA e China — antes da reunião de Trump com Xi, prevista para setembro — é provavelmente o que mantém os operadores do dólar australiano em alerta.

“A decisão de Trump de lançar novas e abrangentes acusações contra Pequim, semanas antes daquela reunião, introduz um novo risco de atrito em uma relação que vinha se estabilizando”, afirmou Eamonn Sheridan, analista-chefe de câmbio para a região da Ásia-Pacífico da InvestingLive, em nota de mercado.

“A retórica em si poderia complicar o cenário diplomático até setembro, independentemente dos fatos subjacentes”, completou Sheridan.

A queda do dólar australiano pode ser um alerta de que qualquer escalada nas tensões entre EUA e China poderia aumentar a incerteza e se propagar para outros ativos de risco, incluindo o Bitcoin.

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Fonteportaldobitcoin

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