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O Bitcoin pode estar próximo de um novo movimento explosivo de alta, e a geopolítica pode ser o gatilho. Analistas apontam que um avanço nas negociações de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã pode destravar um rali que levaria a criptomoeda até US$ 125 mil nos próximos 30 a 60 dias.

Apesar do preço ainda operar na casa dos US$ 75 mil, com uma alta de 1,5% em 24 horas, a criptomoeda acumula ganhos de mais de 5% na semana e mantém uma estrutura que chama a atenção dos traders. O movimento ocorre em meio a uma pausa na alta das bolsas globais, que vinham renovando máximas históricas com a expectativa de redução das tensões no Oriente Médio.

O pano de fundo é uma possibilidade de extensão, ou até firmada, de um acordo de cessar-fogo envolvendo EUA e Irã. O presidente Donald Trump sugeriu que houve avanços nas negociações na região, embora sem confirmação oficial por parte de Teerã. Ainda assim, os mercados vêm reagindo como se o cenário de paz fosse mais próximo, diminuindo o chamado “prêmio de guerra” em ativos tradicionais.

Neste cenário, a estrutura do próprio mercado criptográfico é que pode amplificar esse movimento de alta em breve. Dados recentes mostram que as taxas de financiamento dos contratos futuros de Bitcoin — um indicador do posicionamento dos traders — entraram em território fortemente negativo, nível visto pela última vez em 2023. Isso significa que há uma grande concentração de apostas na queda do BTC.

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Para Daniel Reis-Faria, CEO da ZeroStack, esse posicionamento cria um cenário clássico para um short squeeze — quando investidores vendidos são solicitados a recomprar ou ativo, acelerando a alta.

“Taxas tão negativas indicam que o mercado está fortemente vendido. Se o Bitcoin continuar subindo, muitas dessas posições podem ser liquidadas, o que pode acelerar o movimento rapidamente”, afirmou o analista ao CoinDesk. Na prática, isso cria uma dinâmica pró-cíclica: a alta força de liquidações, que geram novas compras, que impulsionam ainda mais o preço.

Diante disso, ele prevê que o Bitcoin poderá atingir US$ 125 mil nos próximos 30 a 60 dias, caso a base de posições vendidas seja eliminada. “Isso serve de lembrete de que, independentemente do volume de posições vendidas no mercado, a pressão de compra, especialmente de grandes empresas, pode eliminar essas posições”, afirmou.

Fundamentos ainda dividem o mercado

Nem todos os indicadores, porém, apontam para um cenário exclusivamente otimista. Algumas análises sobre a cadeia sugerem que parte relevante dos investidores ainda não está prejudicada, o que coincide historicamente com períodos mais desafiadores para o mercado.

O chamado “True Market Mean”, que estima o custo médio dos investidores ativos, indica que muitos ainda estão abaixo do preço de entrada. Nos ciclos anteriores, como em 2018 e após o colapso de projetos como Terra (LUNA) e FTX, esse cenário esteve associado a quedas prolongadas.

As duas leituras, no entanto, não são necessariamente contraditórias. Um rali impulsionado por liquidações pode acontecer mesmo num contexto estrutural mais frágil e, em muitos casos, acaba sendo seguido por realização de lucros.

No fim, o que deve definir o próximo grande movimento do Bitcoin é o cenário macro. Se o acordo entre EUA e Irã avançar e reduzir a incerteza global, o ambiente pode favorecer ativos de maior risco e acelerar o fluxo para o mercado criptográfico. Caso contrário, a recuperação atual pode perder força antes de atingir novos patamares históricos.

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Fonteportaldobitcoin

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