A Tether, emissora da maior stablecoin do mundo, o USDT, lançou sua própria carteira digital. Batizada de tether.wallet, a aplicação marca a entrada mais direta da empresa no relacionamento com o usuário final, deixando de atuar apenas como infraestrutura por trás do mercado criptográfico.
Em comunicado, a companhia disse que o objetivo é levar sua tecnologia de pagamentos diretamente a “bilhões de pessoas deixadas para trás pelo sistema financeiro tradicional”. Até agora, a Tether operava majoritariamente nos bastidores, fornecendo liquidez, liquidação e infraestrutura para exchanges e instituições. Com a nova carteira, a empresa tenta capturar uma fatia maior da experiência do usuário.
A proposta da carteira é simplificar o uso de ativos digitais. O aplicativo permite enviar recursos usando identificadores legíveis, em vez de endereços complexos, e pagar taxas diretamente com o próprio ativo transferido, eliminando a necessidade de tokens adicionais para gás. A ideia, segundo o CEO Paolo Ardoino, é tornar as transferências “tão simples quanto enviar uma mensagem”.
Poucos ativos e foco em autocustódia
Diferentemente de outras carteiras que suportam centenas de tokens, a tether.wallet aposta em um portfólio mais enxuto. A aplicação dá suporte ao USDT e ao USAT (dólares digitais para os EUA), ao Tether Gold (XAUT), que representa ouro tokenizado, e ao Bitcoin. Segundo a empresa, a seleção reflete “os ativos que realmente importam para a maioria das pessoas”.
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Outro ponto central é a autocustódia. As chaves privadas permanecem sob controle total do usuário, com todas as transações sendo assinadas localmente no dispositivo. Isso elimina intermediários e reforça a proposta de soberania financeira, um dos pilares do ecossistema criptográfico.
O lançamento também faz parte de uma estratégia mais ampla da Tether de subir na cadeia de valor. Nos últimos meses, a empresa tem investido em ferramentas para desenvolvedores, integração de carteiras em plataformas digitais e sistemas de pagamento baseados em stablecoins.
A nova carteira se apoia nesse ecossistema e utiliza o Wallet Development Kit da própria empresa, com suporte a redes como Ethereum, Polygon, Arbitrum e Lightning Network.
Além disso, a iniciativa dialoga com uma visão de futuro defendida por Ardoino: a de que não apenas pessoas, mas também sistemas automatizados e agentes de inteligência artificial irão operar financeiramente. Nesse cenário, carteiras autocustodiais e ativas como Bitcoin e stablecoins seriam a base para pagamentos entre máquinas.
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Fonteportaldobitcoin


