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O Ethereum voltou a ganhar espaço à frente do Bitcoin, em um movimento que começa a chamar a atenção dos analistas. Um dos principais indicadores dessa dinâmica, o par ETH/BTC, atingiu o maior nível em três meses, sinalizando uma possível mudança no fluxo de capital dentro do mercado de criptomoedas.

O indicador, que mede o desempenho relativo do Ethereum em relação ao Bitcoin, subiu para cerca de 0,0313, após ter atingido mínimas próximas de 0,028 em fevereiro. Nos últimos sete dias, o ETH avançou cerca de 4,2%, superando a alta de 4% do BTC no mesmo período.

O movimento pode parecer modesto, mas carrega um significado importante. O ETH/BTC é amplamente utilizado como tarifa de apetite por risco no mercado. Quando sobe, indica que os investidores estão migrando para ativos considerados mais arriscados dentro do ecossistema criptográfico, como o próprio Ethereum e outros tokens ligados a aplicações descentralizadas.

Parte dessa recuperação está recuperada em dados fundamentais da rede Ethereum, que mostram um crescimento relevante de uso e atividade. O número de novos usuários aumentou cerca de 82% no primeiro trimestre, segundo a plataforma Artemis, enquanto o total de transações atingiu um recorde de 200,4 milhões, alta de 43% em relação ao período anterior.

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Stablecoins em alta

Outro dado relevante é o avanço das stablecoins. Dados do Token Terminal mostram que o volume desses ativos na rede chegou a um recorde de aproximadamente US$ 180 bilhões, consolidando o Ethereum como principal infraestrutura para movimentação de dólares digitais e responsável por cerca de 60% do mercado global desse segmento.

Esse crescimento reforça a posição da rede como base para liquidação financeira no universo criptográfico, criando um suporte estrutural para a demanda da ETH, mesmo em momentos em que o preço não acompanha imediatamente essa evolução.

Historicamente, quando o Ethereum passa a superar o Bitcoin de forma consistente, especialmente em dias de maior apetite por risco, isso pode indicar o início de uma movimentação de capital dentro do mercado, e não apenas um movimento pontual.

Recuperação ainda precisa de confirmação

Apesar dos sinais positivos, os analistas alertam que ainda é cedo para almejar uma mudança estrutural de tendência. O ETH segue negociado mais de 50% abaixo de sua máxima recente, registrada em torno de US$ 4.831, o que indica que o ativo ainda está em fase de recuperação.

Além disso, o par ETH/BTC ainda precisa superar níveis mais elevados — como a faixa de 0,035 — para confirmar que o movimento atual vai além de uma técnica de recuperação ou de um possível short squeeze.

Nos últimos anos, o indicador chegou a superar 0,08, antes de entrar em uma longa trajetória de queda, impulsionada pela forte demanda por bitcoin via ETFs e por mudanças na dinâmica de receita da rede Ethereum.

Agora, o mercado volta a observar se os fundamentos mais fortes da rede serão suficientes para sustentar uma nova fase de valorização relativa, ou se o movimento atual será apenas mais um respiro dentro de uma tendência ainda dominada pelo Bitcoin.

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Fonteportaldobitcoin

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