Kalshi e Polymarket dominam o setor de mercados preditivos e partem do mesmo princípio: apostas em eventos futuros por meio de uma pergunta que pode ser respondida com “sim” ou “não”.
O sistema de pagamentos também é muito parecido. O usuário deve comprar uma ação de “sim” ou “não”, que custará algo entre 1 e 99 centavos de dólar. Caso você tenha certeza, receberá US$ 1 por cada ação que tiver comprado.
Mas diante de tantas semelhanças, as plataformas ainda possuem algumas diferenças importantes em seus aspectos regulatórios, sistemas de transporte, tipos de mercados disponíveis e na cobrança de taxas.
Vale ressaltar que no dia 24 de abril, o Ministério da Fazenda baniu essas plataformas do Brasil e determinou que o acesso a elas estivesse bloqueado. Segundo o governo, estas empresas prestam serviços idênticos às apostas e por isso precisam de ter autorização para funcionamento e um sistema de fiscalização. Uma vez licenciadas no Brasil, essas empresas podem voltar a operar no país no futuro.
Aspectos regulatórios
Uma grande diferença se dá na maior economia do mundo. A Kalshi é uma empresa regulamentada nos Estados Unidos, com autorização da CFTC para operar no país.
Já o Polymarket tem uma versão muito reduzida nos Estados Unidos que possui apenas mercados sobre eventos esportivos. Porém, na prática, muitos clientes norte-americanos utilizam VPN para poder acessar a plataforma e jogar.
Essa faz a diferença com que nos EUA, a Kalshi não tem alguns tipos de mercados que podem ir contra o interesse público. Isso restringe apostas em eventos de guerra, terrorismo e assassinatos. Isso gerou polêmica recentemente: um mercado na Kalshi especulava sobre a saída do aiatolá Ali Khamenei do poder no Irã. Quando isso ocorreu devido ao assassinato dos bombardeios dos EUA e de Israel, os apostadores do “sim” não receberam o valor que deveriam por ganhar a aposta, sob a alegação de que a plataforma não lucra com mortes.
Resolução do mercado
Na Kalshi, a plataforma garante o direito de tomar uma decisão final sobre a resolução do mercado.
Já no Polymarket uma discórdia deve ser resolvida por meio de votação na UMA, um oráculo de blockchain que foi criado justamente para ser uma forma de solução de contratos inteligentes que depende de informações externas.
Já aconteceu de as plataformas tomarem decisões diferentes sobre o mesmo evento: foi o mercado que ambos tinham sobre se a cantora Cardi B iria se apresentar no show do SuperBowl de 2026. Polymarket considerando que sim e o Kalshi que não.
Uso de dinheiro tradicional e criptomoedas
Talvez a mais notória diferença entre as plataformas é forma como depósitos e saques são feitos. O Polymarket usa a stablecoin USDC e tem até tutoriais para ensinar as pessoas a usar a criptomoeda. Já a Kalshi usa os dólares tradicionais por meio de cartões de crédito.
Essa diferença tem um aspecto importante: as transações de dinheiro do Polymarket ficam registradas de forma pública na blockchain Polygon. É possível ver as movimentações entre as carteiras, sem saber quem as controla.
Por outro lado, quem espera mais privacidade, deve levar em conta que a Kalshi, por ser regulamentada, exige que o usuário se identifique. Já a Polymarket permite a constituição de contas anônimas.
Impostos
As plataformas também variam na forma como cobram pelos serviços.
A Kalshi adota um modelo mais tradicional, com cobrança de taxas de negociação que incidem sobre o lucro esperado das operações. Essas taxas variam de acordo com o preço do contrato e o tipo de ordem (maker ou taker). Os depósitos via transferência bancária podem ser gratuitos, enquanto os pagamentos com cartão costumam ter custos adicionais.
O Polymarket, por sua vez, historicamente se destacou por não cobrar taxas diretas de negociação. No entanto, a plataforma passou a implementar, a partir de 2026, taxas variáveis em diferentes categorias de mercado, geralmente inferiores às da Kalshi. Além disso, os usuários também enfrentam custos indiretos, como spreads entre compra e venda e taxas de transação da blockchain Polygon.
Qual plataforma escolher?
A escolha entre as duas depende do seu perfil. A Kalshi pode ser uma melhor opção para quem busca segurança jurídica e prefere operar com dólares tradicionais (fiat), sendo ideal para quem valoriza a regulação institucional e a facilidade do cartão de crédito.
Já o Polymarket vence no quesito variedade e liberdade, sendo uma escolha certa para quem já domina criptomoedas, busca em mercados globais mais inusitados e prefere a transparência da blockchain e o anonimato. Em suma: escolha a Kalshi pela conformidade e o Polymarket pela diversidade.
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Fonteportaldobitcoin



