O CME Group, maior bolsa de derivativos do mundo, registrou uma forte demanda em seu primeiro fim de semana de negociação ininterrupta de produtos ligados a criptomoedas. A empresa informou que mais de 7.200 contratos foram negociados entre sábado e domingo, movimentando cerca de US$ 50 milhões.
A estreia marca um passo importante na estratégia da companhia de aproximação do mercado tradicional de funcionamento contínuo dos ativos digitais. Até então, mesmo sendo líder global em derivativos de Bitcoin e Ethereum regulamentados, o CME operava com horários mais próximos dos mercados financeiros independentes.
“Ao oferecer liquidez contínua durante o fim de semana, atendemos à demanda dos clientes e à distância entre os mercados regulados tradicionais e a natureza 24 horas por dia, sete dias por semana dos criptoativos”, afirmou Tim McCourt, chefe global de ações, câmbio e produtos alternativos do CME Group.
Segundo o executivo, a transição para um modelo de negociação permanente representa a “evolução natural” do mercado.
A mudança ocorre em um momento em que as bolsas tradicionais enfrentam crescente concorrência de plataformas nativas do mercado criptográfico. Recentemente, Jeffrey Sprecher, fundador e CEO da Intercontinental Exchange (ICE), controladora da Bolsa de Nova York (NYSE), chamou a atenção ao afirmar que a Hyperliquid, principal plataforma descentralizada de futuros perpétuos, já é “maior que a Nasdaq” em determinados segmentos de negociação.
O comentário refletiu uma preocupação crescente entre operações tradicionais diante do avanço de plataformas que funcionam ininterruptamente, inclusive durante finais de semana e feriados, quando eventos geopolíticos ou econômicos continuam influenciando os preços dos ativos.
Nos últimos meses, por exemplo, analistas do JPMorgan destacaram que investidores passaram a utilizar mercados de hiperlíquidos para negociar exposição ao petróleo durante fins de semana, período em que as bolsas tradicionais permanecem fechadas.
O mercado de derivativos de criptomoedas do CME vem registrando crescimento acelerado. Segundo a empresa, o interesse em aberto médio diário de sua suíte de produtos criptografados superou US$ 31 bilhões em 2025, refletindo o aumento da participação institucional no setor.
O CME foi uma das primeiras grandes bolsas tradicionais a oferecer produtos ligados ao Bitcoin, lançando contratos futuros da criptomoeda em dezembro de 2017. Desde então, expandiu gradualmente o portfólio para incluir Ethereum, microcontratos, opções e outros instrumentos voltados para investidores institucionais.
A companhia também aprovou a expansão para lançar uma nova funcionalidade de negociação contínua para os contratos futuros de volatilidade do Bitcoin. O produto permite que os investidores negociem expectativas sobre a volatilidade implícita da criptomoeda para os próximos 30 dias, de forma semelhante ao que ocorre com índices de volatilidade utilizados nos mercados tradicionais.
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Fonteportaldobitcoin



