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O BTG Pactual vai encerrar as operações do BTG Dol (BTGDOL), stablecoin própria atrelada ao dólar lançado pelo banco nos primeiros anos de expansão do mercado de ativos digitais no Brasil. A descontinuação do ativo ocorrerá em 1º de julho de 2026, segundo comunicado enviado pela instituição nesta terça-feira (9).

Com a mudança, todos os saldos remanescentes em BTGDOL serão convertidos automaticamente para USD Coin (USDC), stablecoin emitido pela Circle e uma das maiores do mundo. A conversão será feita na proporção de um BTGDOL para um USDC, sem cobrança de taxa de corretagem.

Criada para oferecer exposição digital à moeda americana dentro do ecossistema criptográfico, o BTG Dol buscou juntar a contrapartida de um banco tradicional à eficiência operacional das redes blockchain.

Na prática, a stablecoin permitiu que os investidores acessassem uma versão digital do dólar dentro da plataforma do BTG, lançada em um momento em que bancos, fintechs e corretoras começavam a testar diferentes formas de tokenização de moedas e ativos financeiros.

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Agora, o banco afirma que a decisão faz parte da “evolução natural do portfólio de criptoativos” e reflete o amadurecimento do setor no Brasil. Segundo a instituição, o avanço da atualização dos ativos virtuais e o crescimento da adoção institucional reforçaram a consolidação de alguns padrões internacionais.

Nesse contexto, o USDC passou a ocupar uma posição de destaque para reunir liquidez global, amplamente acessível em exchanges, integração com protocolos de finanças descentralizadas (DeFi) e manutenção da paridade de 1:1 com o dólar americano. A stablecoin se consolidou como uma das principais alternativas ao USDT, da Tether, em mercados regulamentados e entre participantes institucionais.

A partir de 24 de junho, os clientes do BTG não poderão realizar novas compras do BTG Dol na plataforma. Quem ainda tiver posições no ativo poderá vender os tokens até 30 de junho ou manter o saldo em carteira para a conversão automática no dia seguinte.

A substituição do BTG Dol pelo USDC também ilustra um movimento mais amplo de investimentos no mercado de stablecoins. Embora diferentes instituições tenham criado tokens próprios nos últimos anos, o setor passou a se concentrar em ativos com maior escala, liquidez e acessibilidade internacional.

No Brasil, as stablecoins ganharam relevância principalmente como forma de acesso ao dólar, instrumento para pagamentos internacionais e alternativa para investidores que buscam proteção cambial dentro do ambiente criptográfico. Ao mesmo tempo, o Banco Central avançou na criação de regras para falar de serviços de ativos virtuais, ampliando as exigências para empresas que atuam com criptomoedas no país.

O BTG alertou ainda que operações de venda, conversão ou liquidação podem gerar obrigações tributárias para investidores que ultrapassam R$ 35 mil em alienações de criptomoedas no mês. Nesses casos, eventuais ganhos de capital estarão sujeitos às regras da Receita Federal e podem exigir apuração e pagamento de imposto.

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Fonteportaldobitcoin

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