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O mercado de criptomoedas no Brasil registrou em 2025 o maior volume anual já reportado à Receita Federal, com R$ 505,5 bilhões em operações declaradas. O montante superou em cerca de 21,5% os R$ 416,1 bilhões de 2024, consolidando um novo recorde na série histórica do Fisco e reforçando o peso crescente dos criptoativos no sistema financeiro monitorado no país.

Os números constam no novo relatório de dados abertos da Receita, publicado esta semana com dados referentes até dezembro de 2025 usando como base declarações feitas até abril deste ano.

Ao longo de 2025, o mercado mostrou força, sobretudo no fim do ano. Novembro foi o mês de maior volume, com R$ 54,7 bilhões em transações declaradasacima inclusive do pico de dezembro de 2024, que havia marcado R$ 51,8 bilhões. Na outra ponta, o mês mais fraco de 2025 foi fevereiro, com R$ 35,8 bilhões. Mesmo assim, o piso do ano chega a um patamar elevado para os padrões históricos da série.

Outro dado que chama atenção é o peso das exchanges brasileiras. Em praticamente todos os meses de 2025, elas responderam pela maior parte do volume reportado.

Em novembro, por exemplo, as plataformas no Brasil concentraram R$ 35,2 bilhões dos R$ 54,7 bilhões negociados no mês. Em janeiro, foram R$ 35,4 bilhões de um total de R$ 47,4 bilhões. Isso mostra que, apesar da relevância das operações realizadas no exterior ou sem intermediação de câmbio, o mercado local continua fortemente concentrado em plataformas nacionais.

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USDT lidera operações

O recorte por ativo mostra que o mercado brasileiro de 2025 foi puxado não apenas pelo Bitcoin, mas sobretudo pelo USDT, principal stablecoin do setor emitido pela Tether, algo que já vem sendo destacado há algum tempo.

Segundo os dados da Receita, o token movimentou cerca de R$ 326,9 bilhões ao longo do ano, 64,7% do total negociado em 2025disparado na liderança entre os criptoativos negociados no país. O número ajuda a explicar o papel central das stablecoins no mercado local, funcionando como ponte de crédito, proteção cambial e base de negociação para outras criptomoedas.

Na sequência aparece o Bitcoin, com aproximadamente R$ 48 bilhões em transações declaradas em 2025. O ativo seguiu como principal referência do mercado em relevância e visibilidade, embora tenha ficado bem atrás do USDT em volume total. O maior mês do BTC foi janeiro, com cerca de R$ 5,8 bilhões, seguido por outubro e novembro, ambos próximos de R$ 4,9 bilhões.

O Ethereum ficou em um segundo pelotão, com cerca de R$ 16,9 bilhões negociados no ano. Já a Solana somou aproximadamente R$ 8,13 bilhões, enquanto o XRP registrou cerca de R$ 5,84 bilhões em 2025.

O quadro reforça que, embora Bitcoin e Ethereum continuem como os nomes mais tradicionais do setor, as stablecoins praticamente dominam o mercado atualmente.

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Base robusta de investidores

A base de participantes também avançou robusta, embora com grandes oscilações ao longo do ano. Entre pessoas físicas, o maior número mensal de CPFs únicos que fez declaração criptografada em 2025 apareceu em janeiro, com 6,03 milhões, enquanto o menor foi registrado em junho, com 1,33 milhão. Entre as empresas, o pico foi de 116,3 mil CNPJs em agosto, e o menor número do ano também apareceu em junho, com 25,1 mil.

Essas variações sugerem que o mercado não cresceu de forma linear ao longo do ano, mas manteve um nível elevado de atividade mesmo com mudanças no humor dos investidores e no ambiente macro. Ainda assim, o consolidado de 2025 ficou acima de todos os anos anteriores da série, incluindo 2024, que já havia sido um ano forte para o setor.

No contexto brasileiro, o registro é relevante porque confirma que o mercado criptográfico continua se expandindo mesmo sob maior escrutínio tributário e regulatório. Desde a Instrução Normativa 1.888, de 2019, a Receita exige o relatório dessas operações, criando uma base detalhada sobre o setor.

O avanço para mais de R$ 500 bilhões em 2025 mostra que, além do discurso, as criptomoedas já ocupam um espaço expressivo na movimentação financeira formal monitorada no país.

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Fonteportaldobitcoin

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