Com aumento da adoção de IA entre memecoins, Fartcoin atinge US$ 2 bilhões de capitalização de mercadoComparação entre os ETFs de Solana BSOL e GSOL. Fonte: farside Investors.

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O mercado de memecoins voltou aos holofotes após o valor total do setor ultrapassar US$ 50 bilhões no início de 2026, impulsionado por altas expressivas em tokens como DOGE, SHIB e PEPE. Em apenas sete dias, a capitalização do segmento avançou cerca de 20,8%, enquanto os volumes diários dispararam 300%, para US$ 8,7 bilhões. O movimento ocorre em um contexto de retomada do apetite ao risco, mas dados on-chain sugerem que o rali pode esconder uma armadilha para investidores de varejo.

Segundo dados da CoinGecko, o marketcap das memecoins alcançou US$ 51,6 bilhões em 5 de janeiro, acima dos US$ 47,7 bilhões registrados no início do ano. No mesmo período, DOGE subiu 14% em 7 dias, SHIB avançou 13% e PEPE acumulou alta de 54%. O fluxo intenso reacende o debate sobre ciclos especulativos curtos, já conhecidos nesse segmento.

O pano de fundo é um mercado ainda cauteloso com as altcoins tradicionais, enquanto os traders buscam volatilidade em ativos de menor capitalização. Artigos recentes do CriptoFacil já apontaram que memecoins dispararam com volume mesmo que o Bitcoin consolidando acima de US$ 95 mil.

O que está por trás do rali das memecoins?

Em termos simples, os investidores voltaram a assumir risco após semanas de pessimismo extremo. Dados da Santiment mostram que as contratos em aberto em derivativos de DOGE subiram 45,41% e o de PEPE avançou 33,32%, diminuindo o uso crescente de alavancagem. Isso é importante porque posições alavancadas amplificam ganhos, mas também aceleram liquidações quando o preço vira.

No gráfico, DOGE negocia próximo de US$ 0,18, com resistência imediata em US$ 0,20 e suporte em US$ 0,15. O RSI diário está em 68 pontos, perto da zona de sobrecompra, enquanto o MACD segue positivo, mas com dúvidas específicas. Esses sinais sugerem força, porém com risco de correção no curto prazo.

Outro fator relevante é a atuação de grandes carteiras. De acordo com a Coinpaper, as baleias acumularam 220 milhões de DOGE em um único dia, reforçando a tese de acumulação estratégica. Esse comportamento se conecta a análises sobre baleias e entregas de carteiras, um dos principais indicadores de reversão.

Concentração de oferta aumenta o risco estrutural

Apesar da alta generalizada, a estrutura do mercado segue frágil. Dados da Santiment indicam que as 10 maiores carteiras de SHIB controlam cerca de 63% da oferta total, sendo que uma única detém aproximadamente 41%, avaliado em US$ 3,3 bilhões. Essa concentração eleva o risco de quedas abruptas caso grandes titulares decidam realizar lucro.

Para o investidor brasileiro, isso significa atenção redobrada ao fluxo de tokens para exchanges. Aumento de fornecimento em corretoras geralmente antecede pressão do vendedor. Segundo a CryptoQuant, análises semelhantes já precederam correções fortes em ciclos anteriores de memecoins.

Além disso, os ETFs alavancados de memecoins nos EUA ampliam o efeito gerenciado. Produtos como o 21Shares 2x Long Dogecoin ETF atraem capital institucional, mas também aumentam a volatilidade sistêmica, como destacado na AInvest.

Rali sustentável ou armadilha de liquidez?

O contra-argumento otimista aponta que a dominância das memecoins passou de mínimos históricos de 3,2% para níveis mais elevados, o que em ciclos passados ​​antecedeu uma rotação para altcoins. Ainda assim, os analistas alertam que “é cedo para confirmar” um novo ciclo amplo, conforme dados do MEXC.

Com RSI elevado, forte alavancagem e alta concentração de oferta, o cenário favorece traders experientes, mas expõe investidores menos atentos a riscos assimétricos. Para quem acompanha o setor, vale revisar guias sobre memecoins promissórias em 2026 com foco em detalhes on-chain, não apenas preço.

Em resumo, o rali das memecoins sinaliza retorno do apetite ao risco, mas os dados mostram um mercado vulnerável a correções rápidas. Para investidores brasileiros, a chave está monitorando a concentração de carteiras, taxas de financiamento e níveis técnicos antes de aumentar a exposição.

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