A relação entre os preços à vista da DEX e da CEX registrou vários novos máximos em 2025. Fonte: <a href="https://www.coingecko.com/research/publications/dex-to-cex-ratio" rel="nofollow" target="https://www.coingecko.com/research/publications/dex-to-cex-ratio" title="https://www.coingecko.com/research/publications/dex-to-cex-ratio"><em>CoinGecko </em></a>

Os volumes de negociação em exchanges descentralizadas (DEXs) atingiram o pico em relação às suas contrapartes centralizadas, impulsionados por uma “mania especulativa de memecoins”, segundo a CoinGecko.

A proporção entre o volume à vista de criptomoedas negociadas em DEXs e as exchanges centralizadas (CEXs) mais que triplicou nos últimos cinco anos, alcançando novas máximas em 2025, afirmou o analista de pesquisa Yuqian Lim, da CoinGecko, em um relatório publicado na quinta-feira.

A proporção DEX para CEX no mercado à vista atingiu um recorde histórico de 37,4% em junho, impulsionada pelo aumento do interesse em memecoins e “um pico nos volumes da PancakeSwap devido às ordens roteadas pela plataforma Binance Alpha, lançada em maio”, explicou Lim.

Por anos, exchanges centralizadas como Binance e Coinbase dominaram a maior parte dos volumes de negociação à vista de criptomoedas devido à sua praticidade e recursos avançados. No entanto, as plataformas descentralizadas vêm fortalecendo suas ofertas para atrair mais traders.

A relação entre os preços à vista da DEX e da CEX registrou vários novos máximos em 2025. Fonte: CoinGecko

Negociação em DEX mostra sinais de consolidação

Desde o pico de junho, a proporção DEX para CEX no mercado à vista caiu para cerca de 21% em novembro, marcando o quinto mês consecutivo em que a proporção se manteve próxima ao nível de 20%, segundo Lim.

“Isso está muito acima das proporções estagnadas nos anos anteriores e pode indicar uma afirmação na crescente participação das DEXs no volume de negociação à vista.”

Lim acrescentou que os volumes à vista nas DEXs de maio a outubro também ficaram acima dos níveis dos anos anteriores, alcançando um recorde de US$ 419 bilhões em outubro, apesar da ampla correção de mercado.