O ecossistema do Bitcoin registrou aumento de 6% nas vagas de emprego em 2025. Funções fora da área de desenvolvimento representaram a maioria das novas oportunidades, conforme relatório recente da Bitvocation.
Os dados indicam que o mercado de trabalho do Bitcoin está amadurecendo. Fatores como alinhamento cultural, participação comunitária e contribuição ganham cada vez mais relevância frente às credenciais tradicionais nos processos de contratação.
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Empresas exclusivas de Bitcoin ampliam participação
Os dados de empregos Bitcoin 2025 destacaram as tendências de relatório em contratação externas exclusivamente ao Bitcoin e em companhias relacionadas ao setor.
O estudo define empresas exclusivamente de Bitcoin como aquelas que atendem a três critérios: produtos com foco exclusivo na criptomoeda, identificação pública como Bitcoin-only ou Bitcoin-first, e contribuição ativa para o desenvolvimento do ecossistema por meio de código aberto ou envolvimento comunitário.
De acordo com o levantamento, em 2025 foram registradas 1.801 vagas únicas relacionadas ao Bitcoin. O número representa avanço de 6% ante as 1.707 posições de 2024.
Empresas dedicadas exclusivamente ao Bitcoin responderam por 47% do total de vagas, ante 42% no ano anterior. Companhias relacionadas ao Bitcoin somaram 53%. A diferença entre os dois grupos prejudica ao longo de 2025.
O crescimento entre funções exclusivas ocorre de forma distribuída. O relatório apontou 154 empresas desse perfil, cada uma com média de 6 contratações. A Riot Platforms liderou este grupo, mas manteve participação modesta. No conjunto dos dez maiores trabalhadores exclusivos, houve alta expressiva de 122% na comparação anual.
“Este é um ecossistema distribuído. O crescimento não se concentra apenas em alguns gigantes — está presente em empresas de mineração, Lightning Network, serviços financeiros e custódia própria, que atuam de maneira sustentável”, diz o relatório.
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Funções não técnicas representam 74% das vagas
Segundo o relatório, trata-se de um ecossistema distribuído. O crescimento não se concentra apenas em alguns gigantes. Está presente em empresas de mineração, Lightning Network (rede de segunda camada para pagamentos rápidos em Bitcoin), serviços financeiros e de custódia própria, que atuam de maneira sustentável.
“Empresas exclusivamente de Bitcoin priorizam mineração, mídia e design, contratando mais para cargas de entrada e liderança. Companhias adjacentes lideram em finanças, RH e engenharia, com preferência por experiência sênior e média”
Por outro lado, a contratação de empresas relacionadas ao Bitcoin apresentou forte concentração. A Bitdeer respondeu por quase um terço dessas vagas, com 307 anúncios. Os dez principais desses segmentos ocuparam 85% do total.
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EUA lideram contratações; Ásia cresce de forma consistente
Regionalmente, os Estados Unidos mantiveram ampla liderança no mercado de trabalho do Bitcoin. O país concentra mais vagas que todos os demais somados. A Ásia também apresentou um crescimento consistente.
Cingapura registrou alta de 158% nas vagas ligadas ao Bitcoin. O avanço foi motivado principalmente pela expansão pontual de grandes empregadores. Outros polos de contratação, menores mas expressivos, surgiram em El Salvador, Butão e Brasil. Os casos reforçam como as políticas desenvolvidas ao Bitcoin podem gerar empregos locais.
“As Américas são território exclusivamente de Bitcoin. A América do Norte lidera com 309 empregos só de Bitcoin. Europa e Ásia têm preferência por funções adjacentes, com poucas abordagens”, destacou a Bitvocation.
O trabalho remoto manteve-se como característica central do mercado, apesar do recuo na comparação anual. Das vagas publicadas, 809 cargos (45%) eram para atuação remota, contra 53% em 2024. Companhias exclusivamente de Bitcoin mantiveram preferência por equipes distribuídas, oferecendo possibilidades de trabalho remoto em 56% das funções.
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O que as empresas que pagam em Bitcoin mais valorizam?
Empresas do Bitcoin dizem que os desafios na contratação estão menos relacionados ao volume de candidatos e mais na adequação em habilidades, perfil e entendimento do ecossistema.
Além de diplomas ou currículos tradicionais, passaram a valorizar projeções concretas de atividade, como contribuições de código aberto, participação em comunidades, produção pública de conteúdo ou experiência prática dentro do universo do Bitcoin.
“As vagas mais difíceis de preencher se concentram em dois extremos: posições técnicas altamente especializadas (Bitcoin Core, Lightning, segurança) e funções não técnicas que excluem tradução dos valores do Bitcoin em produto, crescimento, operações ou comunicação”, acrescenta o relatório.
A atualidade também surgiu como aspecto importante. Muitas empresas do Bitcoin, principalmente nas fases iniciais, buscam profissionais que consigam atuar em diferentes funções e assumir múltiplas responsabilidades.
Boa comunicação e capacidade de traduzir os princípios do Bitcoin em produto, operações, expansão ou estratégia passaram a ser diferenciais em funções fora do campo técnico.
Fontebeincrypto




