O token Internet Computer (ICP) está em forte alta nesta quarta-feira (11), com valorização de 10% nas últimas 24 horas. O motivo é a listagem do ativo na Upbit, corretora da Coreia do Sul que é a terceira maior bolsa do mundo em volume de negociação.
O ICP é vendido a US$ 2,76 e a valorização do acumulado de 14 dias é de 26%. Mas um olhar mais amplo mostra que o token acompanha o resto do mercado criptográfico na fase mais dura: a criptomoeda se desvalorizou 47% em um ano.
Com a nova listagem, como aponta reportagem do CoinDesk, o volume diário de negociação do ICP saltou de US$ 65 milhões para cerca de US$ 267 milhões, refletindo a entrada de novos participantes no mercado. A maior liquidez e visibilidade fornecidas pela listagem ajudaram a sustentar a valorização do token em um momento em que diversas outras criptomoedas foram registradas em queda.
Porém, mesmo com a alta, o token ainda está 99,6% de sua máxima histórica. O ICP chegou a valer US$ 700 no dia 10 de maio de 2021.
Entenda o projeto da Internet Computer
A criptomoeda é um produto da empresa Dfinity Foundation, fundada na Suíça em 2014 pelo desenvolvedor Dominic Williams. A moeda em si é um dos componentes de um complexo ecossistema, que surgiu com a promessa de acabar com o monopólio dos serviços de internet.
A ideia central da Dfinity é ter uma blockchain que permita às pessoas hospedar sites e softwares diretamente na Internet pública por ela, dispensando a mediação de servidores comerciais em nuvem oferecidos por gigantes da tecnologia, como Google e Amazon.
Assim como as criptomoedas surgiram como alternativa para o dinheiro fiduciário, o ecossistema do Internet Computer queria ser uma alternativa para a Internet tradicional.
Com essa promessa ousada, não demorou muito para o ICP chamar a atenção das empresas de capital de risco mais prestigiadas do Vale do Silício.
Andreessen Horowitz, por exemplo, liderou duas rodadas de investimento de US$ 195 milhões para o Dfinity, antes mesmo do lançamento do Internet Computer.
Acusações de dump da Dfinity
Em junho de 2021, a queda drástica dos preços do ICP tornou-se um pouco mais fácil de entender após uma empresa de análises da Arkham Intelligence publicar um estudo especial sobre o assunto.
A investigação, que chegou a ser repercutida pelo jornal The New York Times na época, atribuiu as fortes quedas da moeda a um despejo de bilhões de dólares no ICP feito por insiders ligados à Dfinity, a empresa por trás da criptomoeda – um golpe chamado de dump.
Logo após a ICP ser lançada, especificamente identificados como pertencentes à Dfinity (chamado de Tesouro) e aos insiders (pessoas de dentro do projeto com informações privilegiadas) enviaram 18,9 milhões de ICP, no valor de US$ 3,6 bilhões no momento do depósito, para corretoras.
Essas quantidades representam 75% de todos os ICPs depositados nas corretoras em dois meses. Ou seja, foram pessoas próximas à companhia dos responsáveis pela maior parte da liquidação do ativo no mercado.
A Dfinity sempre negou essas acusações. Um porta-voz da empresa disse na época que a culpa pela desvalorização da moeda era de atores mal-intencionados nas redes sociais e projetos concorrentes “antiéticos” que ganharam o Reddit e o Twitter para “confundir o público”.
Depois que essa história veio à tona, a Dfinity perdeu o apoio de parte expressiva de sua comunidade. O preço do “promissor” ICP foi sendo reduzido cada vez mais e hoje está distante dos seus dias de glória.
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Fonteportaldobitcoin



