Bitcoin Caindo

Siga o CriptoFacil no

O Bitcoin (BTC) enfrenta uma nova onda de pessimismo no mercado global, sendo negociada na faixa de US$ 66.000 (aproximadamente R$ 343.790). A maior criptomoeda do mundo sofreu uma correção significativa no último mês, caindo cerca de 29% em relação aos topos recentes. Com o sentimento do mercado mergulhado em “Medo Extremo”, traders e analistas agora apontam para um teste de suporte na região de US$ 55.000 como o próximo movimento provável.

O que explica a movimentação atual?

Em termos simples, o mercado está reagindo a uma combinação de exaustão de compradores e falta de descobertas de curto prazo. O Índice de Medo e Ganância atingiu suas marcas mais baixas em anos, sinalizando que os investidores estão avessos ao risco.

Esse sentimento negativo reflete diretamente nas expectativas de preço. Plataformas de previsão descentralizada, como a Myriad Markets, indicam uma mudança brusca no sentimento dos traders. Se antes havia esperança de uma recuperação rápida, agora 62% das apostas apontam para um “dump” (queda rápida) até os US$ 55.000, contra uma probabilidade muito menor de recuperação imediata para US$ 84.000.

Além disso, o cenário macroeconômico continua incerto, o que afasta o capital de risco. Para entender melhor como esses ciclos de limpeza de funcionamento do mercado, vale conferir o contexto sobre o recente washout do ciclo do Bitcoin, que explica por essas correções são, muitas vezes, instruções antes de novas altas.

Quais níveis técnicos são importantes agora?

Uma análise técnica sugere que o Bitcoin está em uma zona perigosa. Atualmente, o suporte imediato gira em torno de US$ 60.000. Se este nível for perdido com volume, o caminho fica livre para aquelas mais acentuadas.

Relatórios institucionais corroboram essa visão pessimista. O banco Standard Chartered prevê que o BTC pode precisar recuperar até US$ 50.000 antes de encontrar um fundo sólido. Já a Galaxy Digital aponta para a mídia móvel de 200 semanas, situada próxima aos US$ 58.000, como um suporte crítico devido à fraqueza estrutural e à falta de novos compradores no curto prazo.

Esses movimentos de venda institucionais, muitas vezes impulsionados por grandes fundos, têm sido um fator determinante. A pressão recente dos prejuízos e saídas nos ETFs de Bitcoin ajuda a explicar a dificuldade do ativo em manter patamares mais elevados de preço.

Para quem acompanha os gráficos diários, uma análise técnica detalhada dos suportes-chave em meio ao medo extremo é essencial para identificar pontos de entrada ou stop-loss. De acordo com o TradingView, o aumento no volume de negociação durante as quedas confirma a força dos vendedores neste momento.

Como isso afeta o investidor brasileiro?

Para o investidor brasileiro, a situação exige cautela redobrada. Com o Bitcoin cotado na casa dos R$ 343.000, uma queda para US$ 55.000 (aproximadamente R$ 286.000 na cotação atual) representaria uma desvalorização específica para a carteira em Reais, a menos que o dólar dispire neste intervalo.

Analistas locais, como os do canal Crypto Investidor, alertam que perder a região atual pode levar a testes em suportes muito mais baixos. Portanto, não é o momento para alavancagem excessiva.

No entanto, as correções também abrem janelas de oportunidade para quem tem visão de longo prazo. É importante observar se o mercado está próximo de um fundo. O analista Tom Lee, por exemplo, frequentemente discute sinais de fundo no mercado criptográfico, indicando que o pânico extremo muitas vezes antecede as melhores oportunidades de compra.

Em resumo, os próximos dias serão cruciais. O mercado aguarda para ver se o suporte de US$ 60.000 irá segurar ou se a profecia dos traders de US$ 55.000 se concretizará. Dados econômicos dos EUA na próxima semana e o fluxo dos ETFs terão as tarifas decisivas.

Siga o CriptoFacil no

Fontecriptofacil

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *