UM Polícia Federal deflagrou uma nova fase da Operação Anomalia nesta terça-feira (10) para desarticular um esquema de corrupção no Rio de Janeiro. A operação mira um grupo de policiais civis e operadores financeiros acusados de usar uma estrutura do Estado para extorquir traficantes.
O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a prisão dos suspeitos e ordenou o bloqueio de saldos mantidos em criptomoedas e em contas bancárias ligadas aos alvos. Não está claro, contudo, se algum valor estava em posse dos suspeitos, que não tiveram seus nomes revelados.
A decisão da Suprema Corte tem como foco a asfixia financeira da organização criminosa, uma medida que trava a movimentação de ativos digitais para evitar a fuga de capitais oriundos do crime de lavagem de dinheiro.
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UM A Justiça determinou o afastamento dos policiais de suas funções públicas e suspensão das atividades de companhias de fachada utilizadas em fraude.
Extorsão nas delegacias e a Missão Redentor
Cerca de quarenta agentes federais cumprem as ordens judiciais expedidas pelo STF na capital fluminense nesta manhã. A equipe executa quatro mandatos de prisão preventiva e três de busca e apreensão contra os integrantes da quadrilha.
As investigações revelam que os policiais civis transformaram o ambiente das delegações em balcões de extorsão contra membros de facções criminosas locais.
A ação desta terça-feira integra o cronograma de trabalhos da Força-Tarefa Missão Redentor II.
O grupo especial atua no cumprimento do Acordo da ADPF 635, com o objetivo de reprimir organizações violentas no estado do Rio de Janeiro e de cortar os laços do crime organizado com os agentes de segurança pública.
Operação de segunda-feira
A caçada contra o núcleo crime teve início na segunda-feira (9) com uma fase externa para os crimes contra a administração pública.
A primeira etapa da Operação Anomalia desarticulou uma célula focada na venda de influência para promover os negócios de um traficante internacional de drogas.
O braço da organização alvo da etapa de ontem contou com a participação de advogados, de um ex-secretário de estado e de um delegado da própria Polícia Federal.
A corporação cumpriu outros quatro mandatos de prisão preventiva e três de busca e apreensão contra os operadores desse esquema paralelo, o que escancara o grau de infiltração da rede criminosa no alto escalonamento do Estado.
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