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KRAKacquisition Corp, uma SPAC ligada à exchange Kraken, concluiu um IPO ampliado e anunciado US$ 345 milhões com a venda de 34,5 milhões de ações a US$ 10. Desde a estreia no Nasdaq sob o ticker KRAQU, os papéis oscilam em torno de US$ 10,15, alta de 1,5% em relação ao preço inicial. O movimento ocorre em um momento de retomada seletiva do interesse institucional por infraestrutura criptográfica, mesmo com o Bitcoin consolidando perto de US$ 88.321 no mercado global.

O timing chama atenção porque o BTC segue tentando romper a resistência psicológica de US$ 90.000, após saídas líquidas mais moderadas de ETFs à vista, que somaram US$ 278 milhões em janeiro de 2026. Para investidores brasileiros, o sinal é de que o capital institucional não saiu do setor, apenas ficou mais criterioso. Em reais, o Bitcoin gira em torno de R$ 660.209, com projeções amplas para fevereiro, entre R$ 491.515 e R$ 737.195.

O que está por trás do SPAC ligado ao Kraken?

SPACs, ou empresas de propósito específico, captam recursos em bolsa antes de definir qual negócio irá adquirir ou financiar. No caso da KRAKacquisition, o foco declarado é em empresas do ecossistema de ativos digitais, especialmente infraestrutura como pagamentos, tokenização e soluções de compliance. Na prática, os investidores estão apostando primeiro no patrocinador e na tese, não em um ativo concreto.

A patrocinadora do veículo envolve o próprio Kraken, ao lado da Tribe Capital e da Natural Capital. A exchange traz como diferencial acesso ao fluxo de negócios, experiência operacional e conhecimento regulatório, fatores que costumam pesar na escolha de investidores institucionais. Esse movimento se soma a outros planos de abertura de capital no setor criptográfico, diminuindo que o mercado de capitais voltou ao radar das empresas Web3.

Demanda institucional reforçar tese de infraestrutura criptográfica

O IPO ampliado — acima da meta inicial de US$ 250 milhões — sugere uma demanda maior do que o esperado. Em termos relativos, US$ 345 milhões ainda são modestos diante de gigantes como a Coinbase, mas relevantes para um veículo sem alvo definido. Para o mercado, o recado é que a infraestrutura segue sendo vista como aposta mais defensiva do que tokens puramente especulativos.

No Brasil, esse tipo de sinal conversa com a estratégia de players locais como o Mercado Bitcoin, que vem ampliando produtos institucionais e tokenização. A expectativa de maior adoção institucional até 2026, com ETFs e stablecoins ganhando espaço, ajuda a explicar por que veículos ligados a exchanges globais atraem capital mesmo em fases de contribuições do preço do BTC.

Quais são os riscos desse movimento?

Apesar do otimismo moderado, as ações de SPACs costumam ficar travadas perto do preço do IPO até que um alvo concreto seja anunciado. No caso da aquisição da KRAK, a própria empresa admite não ter conversas substantivas em andamento. Isso limita o prazo de curto prazo e mantém o risco de o capital ficar imobilizado por meses.

Além disso, o cenário macro ainda impõe volatilidade aos criptoativos. Se o Bitcoin perder suportes relevantes, como a faixa de US$ 84.000, o apetite institucional pode arrefecer novamente. Para o investidor brasileiro, o movimento do SPAC ligado ao Kraken funciona mais como uma dinâmica de longo prazo do que como um sinal tático imediato.

Em resumo, a coleta de US$ 345 milhões reforça que o dinheiro institucional segue interessado em construir pontes entre DeFi e TradFi. O desafio agora é transformar essa confiança inicial em aquisições concretas e geração de valor, em um mercado que continua exigente e seletivo.

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