Senadores EUA stablecoin

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Os senadores dos Estados Unidos avançaram nesta semana com um projeto que reforça a obrigação de rendimento passivo em stablecoins, impedindo juros por simples detenção de tokens atrelados ao dólar. O movimento não gerou ocorrência direta nos preços de Bitcoin ou Ethereum nas últimas 24h, com o BTC estável em torno de US$ 42.300 e o ETH consolidado próximo de US$ 2.250. A proposta é inserida em um ciclo mais amplo de regulamentação de suporte iniciado em 2025, quando o GENIUS Act redefiniu o papel das stablecoins no sistema financeiro americano.

O que muda com a nova proposta do Senado?

Em termos práticos, o texto apresentado em 13 de janeiro de 2026 deixa claro que os emissores regulados não podem pagar juros por saldos ociosos em stablecoins. Segundo Blockchain.News, recompensas só seriam permitidas quando vinculadas a atividades específicas, como liquidez, transações ou uso operacional de tokens.

Isso afeta diretamente modelos populares de renda em dólar tokenizado usados ​​por brasileiros em protocolos globais de DeFi. Stablecoins como USDC e PYUSD, enquadradas no GENIUS Act, ficariam limitadas a funcionar como meio de pagamento e reserva de valor, e não como alternativa direta a contas remuneradas.

Regulamento criptográfico no Senado reforça pressão dos bancos

O avanço regulatório ocorre após forte lobby do setor bancário americano, que vê as stablecoins como risco de transferência de depósitos tradicionais. De acordo com a Forbes, os bancos argumentaram que rendimentos competitivos em stablecoins poderiam deslocar bilhões de dólares do sistema bancário para emissores de criptografia.

Esse debate já havia aparecido em outros projetos de regulação criptográfica no Senado, sinalizando que o foco dos EUA é integrar stablecoins ao sistema financeiro sem permitir a competição direta com produtos bancários tradicionais.

Como isso pode impactar o DeFi e os investidores brasileiros?

Para investidores brasileiros, o impacto é indireto, mas relevante. Muitos stablecoins utilizam stablecoins como forma de proteção cambial e geração de renda em plataformas internacionais, especialmente em um cenário de juros locais elevados e volatilidade do real.

Com a restrição ao rendimento passivo, a tendência é que os protocolos DeFi migrem para modelos mais complexos, baseados em liquidez ativa ou incentivos temporários. Isso pode reduzir retornos médios e aumentar o risco operacional, exigindo mais atenção do investidor pessoa física.

Contrapontos e riscos de execução

Apesar do avanço, o texto ainda pode sofrer emendas e enfrentar resistência de grupos pró-cripto. Em 2025, um Stand With Crypto especificações cerca de 250 mil cartas ao Senado defendendo o direito ao rendimento em stablecoins, segundo a CoinDesk.

Além disso, a aplicação prática da regra pode variar conforme a jurisdição, abrindo espaço para emissores offshore e para o crescimento de alternativas fora dos EUA. Para o investidor brasileiro, o risco é menos no preço das stablecoins e mais na redução de oportunidades de renda em dólar.

Sem prazo de curto prazo, o mercado segue atento ao texto final e ao cronograma de votação. No longo prazo, a sinalização é clara: stablecoins tendem a se consolidar como infraestrutura de pagamentos e remessas — como já visto em iniciativas de stablecoins para remessas — enquanto o rendimento fácil em dólar pode se tornar cada vez mais escasso.

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Fontecriptofacil

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