A Ripple conquistou mais uma vitória jurídica relevante ao ter confirmado, nesta semana, a excluída de uma ação coletiva que acusava a empresa de vender XRP como valor mobiliário não registrado. O mercado reagiu de forma moderada, com o XRP sendo negociado a US$ 0,63, alta de 1,8% nas últimas 24h, enquanto o volume diário somou cerca de US$ 1,4 bilhão. O movimento ocorre em meio a um cenário global de maior atenção regulatória sobre a classificação de criptoativos.
No acumulado de 7 dias, o XRP sobe 4,2%, superando o desempenho lateral do Bitcoin, que consolida abaixo de US$ 90.000. Para investidores brasileiros, o caso reforça a discussão sobre previsibilidade regulatória, tema central também no debate local entre CVM e ativos digitais.
O que o tribunal decidiu no caso da Ripple?
A Corte de Apelações do Nono Circuito dos EUA manteve a decisão de que arquivou o processo iniciado em 2018 contra a Ripple Labs. O tribunal entendeu que a oferta inicial do XRP ocorreu em 2013, ativando o prazo legal de três anos previsto no Securities Act de 1933, já expirado quando a ação foi protocolada.
O argumento de que a distribuição de tokens em 2017 configuraria uma nova oferta foi rejeitada. Na prática, isso impede que a ação prossiga e consolide uma vitória jurídica que se soma a outros avanços regulatórios globais, como a reclassificação do XRP no Japão.
Ripple cria precedente regulatório para o mercado criptográfico
A confirmação da decisão reduz o risco jurídico em torno do XRP e fortalece a narrativa de que o token pode não se enquadrar automaticamente como valor mobiliário. Esse ponto é crucial para as instituições, já que a regulamentação regulatória tende a destravar o capital, como visto na crescente adoção institucional do XRP.
Do ponto de vista do mercado, o XRP mantém suporte técnico em US$ 0,58, nível testado três vezes em janeiro, com resistência imediata em US$ 0,68. O RSI de 14 dias está em 54, sinalizando momentum neutro, enquanto o MACD segue levemente positivo, diminuindo consolidações e não euforia.
Como isso afeta investidores brasileiros?
Para o investidor no Brasil, a decisão não tem efeito direto legal, mas influencia o apetite global por XRP. Um ambiente externo mais previsível tende a reduzir a volatilidade extrema e melhorar a liquidez, especialmente em pares negociados em reais.
Além disso, o caso de diálogo com discussão mais ampla sobre o papel dos reguladores, tema abordado no recente avanço do alinhamento regulatório da SEC, que pode servir de referência indireta para o mercado brasileiro.
Riscos ainda permanecem no radar
Apesar do avanço, o XRP ainda enfrenta incertezas. O processo da SEC iniciado em 2020 continua sendo um fator de risco estrutural, e as decisões futuras reintroduzir volatilidade significativa no preço.
Além disso, dados on-chain mostram que cerca de 12,4% do fornecimento de XRP permanece em exchanges, um nível estável nas últimas semanas. Isso indica ausência de pressão imediata de venda, mas também sugere que grandes movimentos independentes de novos negócios.
Em resumo, a vitória da Ripple na apelação fortalece o argumento jurídico do XRP e melhora o panorama de fundo regulatório, mas não elimina todos os riscos. Para investidores brasileiros, o cenário recomenda acompanhamento atento de níveis técnicos e desdobramentos legais antes de decisões mais direcionadas.
Fontecriptofacil



