A Riot Platforms vendeu 1.818 Bitcoins em dezembro por US$ 161,6 milhões, a um preço líquido médio de US$ 88.870, como parte de uma mudança de estratégia da mineração de Bitcoin para a monetização de sua infraestrutura de energia e data centers, incluindo suporte a cargas de trabalho de inteligência artificial, informou a empresa na terça-feira.
Em 31 de dezembro, a empresa detinha 18.005 Bitcoins (BTC), incluindo 3.977 BTC restritos, abaixo dos 19.368 Bitcoins no fim de novembro, enquanto produzia 460 Bitcoins ao longo do mês.
Bitcoin restrito refere-se ao BTC que a empresa possui, mas que foi dado em garantia sob suas linhas de dívida e é excluído em uma conta de custódia segregada, de acordo com seus registros regulatórios.
A Riot também afirmou que o relatório de dezembro será sua última atualização mensal de produção e operações, já que a empresa passará a divulgações trimestrais focadas no desempenho geral do negócio, na estratégia e no progresso de data centers, e na mineração de Bitcoin.
Em outubro, a empresa afirmou que a mineração de Bitcoin não era mais seu objetivo final, detalhando planos para reaproveitar sua infraestrutura de energia para apoiar um campus proposto de data center de IA de 1 gigawatt.
De acordo com dados do Bitcointreasuries.net, a Riot ocupa uma posição sétima entre as empresas de capital abertas por volume de Bitcoins detidos.
Empresas de IA e tecnologia aprofundam laços com mineradoras de Bitcoin
À medida que o custo de mineração de Bitcoin aumentou após o halving de abril de 2024, que prejudicou as recompensas de bloco pela metade, as mineradoras passaram a buscar cada vez mais fontes adicionais de receita além da produção de BTC. Uma das áreas de maior interesse tem sido a computação em inteligência artificial.
Como as mineradoras de Bitcoin operam data centers com alta densidade energética e infraestrutura de energia em larga escala, o setor tem atraído atenção crescente de empresas de IA e tecnologia em busca de acesso à eletricidade e capacidade de computação de alto desempenho.
Em agosto, o Google tornou-se o maior acionista da TeraWulf, detendo cerca de 14% das ações em circulação, após ampliar um respaldo financeiro vinculado à mineradora. Esse respaldo sustenta um contrato de colocation de 10 anos com a Fluidstack, pelo que a TeraWulf fornecerá capacidade de data center para cargas de trabalho de inteligência artificial.
Um mês depois, o Google adquiriu uma participação de 5,4% na Cipher Mining como parte de um acordo plurianual de data centers de US$ 3 bilhões envolvendo a Fluidstack, com o Google garantindo US$ 1,4 bilhão das obrigações da Fluidstack em um contrato de 10 anos para alugar capacidade computacional da Cipher.
Em novembro, a IREN assinou um acordo de cinco anos, no valor de US$ 9,7 bilhões, para serviços de nuvem com GPUs com a Microsoft, para hospedar GPUs Nvidia GB300 em seus data centers. No mesmo mês, a maior mineradora de Bitcoin por valor de mercado anunciou um acordo de US$ 5,8 bilhões com a Dell Technologies para adquirir GPUs e equipamentos relacionados, a fim de apoiar a implantação.
Fontecointelegraph




