Bitwise ou Bitcoin

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Ó Bitcoin (BTC) e os principais fundos negociados em bolsa (ETFs), como as opções da Bitwise e iShares, estão sendo negociados em suas mínimas de 52 semanas. Com uma desvalorização de cerca de 40% desde a máxima histórica registrada em outubro de 2025, o mercado enfrenta um momento decisivo de capitulação e oportunidade.

Para o investidor brasileiro, a queda reflete não apenas o preço do ativo em dólar, mas também a volatilidade cambial. Enquanto nos Estados Unidos o debate gira em torno da liquidez dos ETFs versus o ponto ativo, no Brasil a decisão envolve custos operacionais, tributação e a facilidade de acesso via B3 em comparação às exchanges de criptomoedas.

O que diferencia ETF Bitwise de Bitcoin direto?

A principal diferença reside na custódia e na estrutura de investimento. Ao optar por um ETF, seja ele o produto da Bitwise nos EUA ou seus equivalentes no Brasil (como BITH11 ou QBTC11), o investidor terá segurança. Recentemente, a Bitwise tem expandido suas estratégias no setor, o que traz mais robustez institucional aos seus produtos, mas também adiciona uma camada de intermediação.

Por outro lado, a compra direta de Bitcoin oferece soberania total sobre os ativos — a famosa máxima “not your keys, not your coins” (sem suas chaves, sem suas moedas). Para os brasileiros, a diferença tributária é crucial: vendas de criptomoedas diretas até R$ 35 milhões mensais costumam ser isentas de imposto de renda sobre ganho de capital, enquanto lucros via ETFs de criptomoeda na B3 são tributados em 15% independentemente do valor da venda.

Como cada opção se comporta no momento da queda?

Durante as revisões agressivas, a solidez se torna o fator determinante. Dados históricos mostram que, em momentos de pânico, o volume em produtos institucionais díspares. Uma análise recente sobre o volume registrado em ETFs da BlackRock demonstrou que os investidores institucionais tendem a usar esses veículos para capturar liquidez rapidamente, o que pode acentuar a volatilidade intradiária.

No entanto, o investidor de ETF fica refém do local bancário. Se o Bitcoin cair no domingo à noite, quem possui o ativo direto pode negociar imediatamente nas exchanges 24 horas por dia, 7 dias por semana. Já os detentores de cotas de ETF precisam esperar a abertura do mercado na segunda-feira, muitas vezes amargando uma “lacuna” de baixa. Além disso, relatórios sobre saídas e prejuízos em ETFs indicam que o comportamento de gestão institucional pode pressionar preços de forma diferente do varejo orgânico.

O que isso significa para investidores brasileiros?

A escolha depende essencialmente do perfil e do horizonte de tempo. Para quem busca acumulação de longo prazo, ignorando a volatilidade do prazo de curto, as instituições costumam aplicar uma estratégia de compra estruturada na queda. Se o objetivo é atrasado ou facilidade sucessória, os ETFs oferecem simplicidade operacional inigualável, integrando o Bitcoin diretamente ao portfólio da corretora tradicional.

Entretanto, para traders maximizarem ativos ou investidores que desejam a eficiência fiscal no Brasil, a compra direta nas mínimas de 52 semanas pode ser matematicamente superior devido à isenção fiscal mensal. É vital monitorar os níveis de suporte em dólares e seus equivalentes em reais, lembrando que a alavancagem em futuros ou opções exige prudência redobrada neste cenário.

Em resumo, ambas as opções oferecidas ao potencial de recuperação do Bitcoin. O ETF Bitwise (e pares) ganha em conveniência e segurança institucional, enquanto o Bitcoin direto vence em flexibilidade, horário de negociação e benefícios fiscais locais. Em mínimos de 52 semanas, a gestão de risco deverá prevalecer sobre a ganância.

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