O preço do XRP subiu mais de 30% após se recuperar do mínimo do início de fevereiro, próximo de US$ 1,12. Esse movimento reacendeu expectativas de recuperação e levou uma moeda monetária brevemente para a faixa de US$ 1,50. À primeira vista, a alta pareceu positiva. Indicadores de momento melhoraram. Um padrão de rompimento começou a se formar. Investidores passaram a discutir uma possível reversão de tendência.
No entanto, os dados da blockchain apresentam outro cenário. Diferente de uma forte acumulação, análises on-chain sugerem que muitos investidores aproveitaram a recuperação para encerrar posições negativas. A venda com prejuízo segue predominantemente. Diversos grupos ainda estão expostos. Isso levanta um ponto central: a alta foi demanda óbvia ou apenas solidez de saída para quem estava preso?
Configuração técnica indica potencial de recuperação, mas requer confirmação
No gráfico de 12 horas, o XRP está operando dentro de um padrão de cunha descendente, com potencial de rompimento de 56% acima da linha de tendência superior.
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Para que esse padrão seja confirmado, o XRP precisa primeiro recuperar sua mídia móvel curta, a média móvel exponencial (EMA) de 20 períodos, que atribuiu maior peso aos preços mais recentes. Esse nível atua como resistência dinâmica em movimentos de baixa. No início de janeiro, um rompimento consistente acima da EMA atingiu uma alta de quase 30%.
Os indicadores de momento também começaram a mostrar melhorias.
Entre 31 de janeiro e 9 de fevereiro, o XRP distribuiu um mínimo inferior sem preço. Ao mesmo tempo, o Índice de Força Relativa (RSI), que aponta pressão de compra e venda, montou um mínimo mais alto. Essa divergência altista sugere que a força vendedora está impedindo.
Isoladamente, esse cenário sugere uma possível nova alta.
No entanto, os padrões técnicos só funcionam quando os investidores escolhem a permanência. Para verificar se a recuperação tem suporte real, é necessário analisar o comportamento dos investidores on-chain.
Um dos sinais de alerta mais claros vem do Spent Output Profit Ratio, ou SOPR. Esse índice mede se as moedas movimentadas na rede são vendidas com lucro ou prejuízo. Com valores acima de 1, o indicador aponta realizações de lucros. Já abaixo de 1, indica vendas com perdas.
Desde o fim de janeiro, o SOPR do XRP está abaixo de 1 por mais de dez dias seguidos.
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A situação é atípica. Após uma alta superior a 30%, é comum que traders de curto prazo obtenham lucros, elevando o SOPR. Contudo, no XRP, a lucratividade não retornará. As vendas com prejuízo continuaram mesmo com o preço em recuperação. Ou seja, muitos investidores ainda conseguem resultados de posições negativas.
Em resumo, o mercado não observa saída confiante com lucro, mas liquidações motivadas por estresse. Para entender quem são esses investidores, é necessário analisar os diferentes grupos de investidores.
Dados de investidores confirmam que alta do XRP está sendo usada para saída, e não para acumulação
O HODL Waves agrupa carteiras de XRP de acordo com o tempo de posse das moedas. Assim, é possível identificar quais perfis de investidores estão comprando ou vendendo.
A mudança mais expressiva ocorreu entre os investidores de 24 horas.
Em 6 de fevereiro, esse grupo detinha cerca de 1% do fornecimento circulante do XRP. Poucos dias depois, essa fatia caiu para aproximadamente 0,09%. Trata-se de uma queda acima de 90%.
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Esses eram traders bastante reativos, que entraram no período de volatilidade e saíram rapidamente durante a recuperação.
A venda não se limita a esse grupo.
O grupo de 1 a 3 meses, que acumulou volume relevante em janeiro, quando o XRP foi negociado próximo de US$ 2,07, também diminuiu sua participação. A posse caiu de cerca de 14,48% em meados de janeiro para aproximadamente 9,48% recentemente. Isso representa uma redução em cerca de 35%.
Esses investidores seguem negativos. Em vez de esperar uma recuperação completa, aproveitamos as altas para reduzir prejuízos. Assim, esses dois grupos ajudam a explicar por que o SOPR segue restrito há tanto tempo.
Operadores de curto prazo encerram negociações sem sucesso. Detentores de médio prazo contra posições que acumulam perdas.
Esse comportamento é típico de fases de distribuição, não de início de mercado em alta. Isso afeta diretamente a estrutura de preços.
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Dados de custo base explicam que US$ 1,44–US$ 1,54 é um obstáculo para o preço do XRP
Os mapas de calor do custo de aquisição indicam onde grandes grupos de investidores investem moedas. Essas faixas costumam se transformar em resistência quando o valor retorna a esse patamar.
No caso do XRP, o principal aglomerado de curto prazo está entre US$ 1,42 e US$ 1,44. Mais de 660 milhões de unidades de XRP foram adquiridas neste intervalo. Assim, cria-se uma zona de venda significativa.
Quando a cotação se aproxima dessa faixa, muitos investidores atingem o ponto de equilíbrio. Após semanas de perdas, optam por sair.
Acima desse aglomerado está o nível de US$ 1,54, que coincide com uma resistência da EMA. Essas áreas juntas formam barreiras que o XRP não conseguiu superar em diversas tentativas. Cada vez que o preço do XRP atinge essa região, a pressão do vendedor aumenta. Isso é consistente com a distribuição observada em SOPR e nas HODL Waves.
Se o XRP não superar novamente a faixa de US$ 1,44, aumenta o risco de queda. Uma coleta pode levar o preço de volta para US$ 1,23 e possivelmente para US$ 1,12, mínimo recente. Isso representaria um recuo superior a 20% em relação aos valores atuais.
Apenas uma superação sustentada de US$ 1,54, com melhoria de lucratividade e redução da pressão vendedora, pode modificar a atual estrutura de preço do XRP.
Fontebeincrypto




