O preço do Monero se estabilizou após uma forte queda, mas a recuperação não é simples. Depois de atingir o valor máximo próximo de US$ 800 em 14 de janeiro, a XMR arrecadou cerca de 33%, impactando os investidores tarde. Desde então, a ação do preço se concentrou em uma consolidação estreita, configurando um possível padrão de continuação.
Numa análise inicial, a estrutura parece otimista. No entanto, ao se considerar o momento, o fluxo de capital e o comportamento no mercado à vista em conjunto, surgem sinais mistos. Embora um rompimento seja possível, as condições de suporte são desiguais.
Patrocinado
Patrocinado
Investidores institucionais aparecem, mas compras na baixa são irregulares
No gráfico de 12 horas, a Monero apresentou uma afirmação semelhante a uma bandeira após uma forte queda. O preço do XMR agora superou a linha de tendência superior dessa estrutura, diminuindo uma possível continuidade da tendência de alta mais ampla.
O que destaca esse movimento é o comportamento do fluxo de capital. O Chaikin Money Flow, que monitora se grandes volumes de capital estão entrando ou saindo do ativo, evitou um rompimento para baixo durante a consolidação e agora mostra sinal de alta. O CMF está atualmente próximo de 0,05. Um avanço acima de 0,06 fortaleceria as hipóteses de rompimento. A notificação mais expressiva ocorreria se o CMF chegasse à faixa de 0,30–0,32, região em que altas sustentadas ganharam força anteriormente.
Por outro lado, a força compradora na queda mostra um cenário distinto. O Índice de Fluxo de Dinheiro (MFI), que é um preço e volume para avaliar a pressão de compra, manteve trajetória de baixa. Enquanto o preço subiu entre 10 e 19 de janeiro, a IMF caiu abaixo do nível de 61,7 em vez de se recuperar.
Essa divergência reforça que os compradores não têm atuação de forma agressiva, mesmo com tentativa de avanço sem preço.
Em resumo, o fluxo de capital apresenta sinais de melhoria, mas a participação segue restrita, não abrangente.
Patrocinado
Patrocinado
Fluxo à vista invertida e possível rompimento gera cautela
O comportamento no mercado à vista adiciona outra camada de tensão.
Ontem (18), a Monero registrou saídas expressivas de exchanges somando cerca de US$ 23,95 milhões. Esse movimento indicou acúmulo, já que as moedas migraram das exchanges para carteiras privadas. No entanto, durante a formação do vela de rompimento, essa tendência se inverteu.
Hoje (19), houve entrada de capital nas exchanges de aproximadamente US$ 2,31 milhões. Essa alteração aponta que parte dos participantes pode ter aproveitado a tentativa de rompimento para transferir moedas de volta para exchanges, sinal típico de busca por lucros de curto prazo.
O momento desse movimento é relevante. O ideal seria que um brinquedo saudável fosse acompanhado por saídas contínuas à medida em que os compradores apostassem em preços mais altos. Quando ocorrem entradas durante o rompimento, aumenta o risco de infecção em vez de continuidade.
Patrocinado
Patrocinado
Portanto, ainda que os gráficos do preço da XMR aponte expansão, o mercado à vista revela sinais de cautela.
Riscos de long squeeze surgem enquanto níveis-chave do preço do Monero ganham destaque
A tentativa de rompimento do Monero não pode ser comprovada apenas pelo mercado à vista e ao fluxo de capital. O posicionamento nos derivativos adiciona fragilidade, tornando níveis ainda mais críticos.
No mercado perpétuo XMR/USDT da Binance, o posicionamento nos 30 dias seguintes indica forte predominância de posições compradas. A alavancagem acumulada para liquidação de long está próxima de US$ 13,94 milhões, enquanto de short gira em torno de US$ 5,72 milhões. Assim, o mercado apresenta taxas de cerca de 70% para posições longas.
Patrocinado
Patrocinado
O desequilíbrio é relevante porque a alavancagem se concentra abaixo do preço, não acima. Em ambientes dominados por longos, os movimentos de queda costumam se acelerar mais rapidamente que os altos, gerando long squeeze.
Esse cenário adiciona pressão à configuração atual do Monero.
Do ponto de vista gráfico, o Monero rompeu a faixa superior de seu padrão de bandeira no gráfico de 12 horas. Enquanto o preço permanece acima da zona de rompimento, o cenário de alta segue tecnicamente válido. O movimento projetado pelo mastro anterior ainda aponta para a região entre US$ 910 e US$ 1.150.
No entanto, para que esse caminho de alta força, o Monero precisa garantir um fechamento de 12 horas acima de US$ 800, topo anterior. Sem recuperar esse patamar, a tendência de alta corre o risco de perder força diante da pressão do uso de alavancagem.
Pelo lado negativo, US$ 620 é considerado zona de perigo. Um movimento abaixo desse patamar exporia grande parte dos US$ 13,94 milhões em posições compradas alavancadas a liquidações. Caso esse gatilho seja acionado, as vendas forçadas podem melhorar rapidamente o rompimento em falha, em vez de continuidade. A perda dos US$ 530 liquidaria a maioria das posições compradas e também invalidaria o padrão altista de mastro e bandeira.
Em resumo, o Monero está em uma zona de indefinição. O gráfico permite uma projeção até US$ 1.150, mas o grande volume de derivativos comprados limita a margem de erro. Até que o preço supere com claro os US$ 800, o rompimento ainda enfrenta dificuldades.
Fontebeincrypto




