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Renan Santos, pré-candidato à Presidência pelo Partido Missão, defende adoção da criptomoeda como reserva nacional e uso de blockchain no setor público

O pré-candidato à Presidência da República Renan Santos, do Partido Missão (número 14), defendeu publicamente a criação de uma reserva de Bitcoin no Brasil durante a participação no podcast Produções Productions. Santos é um dos fundadores do Movimento Brasil Livre (MBL) e do partido que lançou em 2025, posicionando-se como alternativa aos governos Lula e Bolsonaro.

A declaração surgiu após uma pergunta de um internauta identificado como “Tolstói Capixaba”, que condicionou o apoio da comunidade de bitcoinheiros brasileiros ao compromisso do candidato com as criptomoedas. Santos confirmou que a proposta consta no chamado “livro amarelo” do Partido Missão, documento que apresenta a visão de governo da legenda e é vendido em formato de trilogia por R$ 299.

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Inspiração em El Salvador

O pré-candidato citou como referência a estratégia definida por El Salvador, que sob o comando do presidente Nayib Bukele tornou a moeda Bitcoin legal em 2021. Segundo Santos, o país centro-americano registra lucros expressivos com a posição em criptomoedas.

“Eu acho que dá para colocar, alguns países já estão começando a fazer. El Salvador fez inclusive e acho que dá pra gente começar a fazer uma reserva em Bitcoin. Sim, eu acho que não é nenhuma loucura falar nisso e é um tipo de tema que é necessário”, afirmou o candidato durante uma entrevista.

Em dezembro de 2025, Santos foi comparado ao presidente salvadorenho em um vídeo que ele próprio fixou em destaque em sua conta na rede social X (antigo Twitter), sinalizando a aproximação ideológica com o modelo de governo de Bukele.

Blockchain contra a corrupção

Além da reserva de Bitcoin, Santos defende a aplicação da tecnologia blockchain no setor público brasileiro como ferramenta de combate à corrupção. O presidente destacou especialmente o potencial de rastreabilidade nas emendas parlamentares, tema sensível após o escândalo do orçamento secreto.

“Tem algumas pessoas que ficam noiadas com isso por causa de rastreabilidade e tal, mas acho que tem coisas legais que dá para usar, especialmente num país de emenda. Se você tiver fazer rastreabilidade e tal, bem feita, a emenda do orçamento secreto e o desvio de dinheiro ficam muito mais difíceis”, explicou Santos.

Ineditismo na política brasileira

A postura pró-Bitcoin de Santos contrasta com o cenário das últimas eleições presidenciais no Brasil. Em 2022, nenhum dos candidatos à Presidência manifestou apoio público à criptomoeda durante a campanha eleitoral.

O Partido Missão, fundado por Santos após sua trajetória no MBL, utilizará o número 14 nas eleições de 2026. O candidato utilizou podcasts e redes sociais para divulgar suas propostas, que incluem não apenas temas relacionados à economia digital, mas também uma plataforma que se apresenta como renovação política no país.

Fontebeincrypto

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