O Bitcoin (BTC) e o Ethereum (ETH) registraram uma forte recuperação nesta semana, afastando-se das mínimas recentes e trazendo ruptura ao mercado. O BTC chegou a atingir a marca de US$ 71.000 (aproximadamente R$ 409.000), enquanto o ETH recuperou o patamar acima de US$ 2.500 (cerca de R$ 14.400). Esse movimento de alta renovação ou otimismo dos investidores brasileiros de que o fundo local pode ter sido alcançado após a correção observada no início do mês.
O que explica a movimentação atual?
Em termos simples, a recuperação de preços é impulsionada por uma combinação de forte acumulação por grandes investidores e uma mudança nos fluxos institucionais. Dados on-chain revelaram que “baleias” retiraram grandes volumes de ativos de exchanges — cerca de US$ 249 milhões em BTC e US$ 63 milhões em ETH da Binance — revelando uma estratégia de custódia de longo prazo. Esse movimento reduz a pressão de venda imediata no mercado.
Além disso, o cenário para os ETFs (fundos de índice) nos Estados Unidos voltou a ser favorável. Após dias consecutivos de saídas, os ETFs de Bitcoin à vista registraram entradas líquidas de US$ 145 milhões, revertendo a tendência negativa da semana ruim para a criptografia anterior. Fatores macroeconômicos, como o consumo das geopolíticas e a expectativa renovada de cortes de juros nos EUA, também desenvolvem para o apetite ao risco, conforme aponta análise de mercado recente.
Quais níveis técnicos são importantes agora?
Do ponto de vista gráfico, o Bitcoin enfrentou uma resistência crucial. O analista Michaël van de Poppe destaca que o BTC precisa consolidar um rompimento acima de US$ 71.500 (R$ 412.000) para confirmar a tendência de alta e buscar alvos entre US$ 78.000 e US$ 80.000 nas próximas semanas. Caso falhe, a região que travou o Bitcoin recentemente pode voltar a atuar como barreira psicológica.
Para o Ethereum, o cenário técnico é promissor. O ativo, que recentemente garantiu um suporte crítico, está sendo negociado com segundas considerações como o MVRV (Market Value to Realized Value). Especialistas sugerem que o ETH está tão subvalorizado agora quanto estava nos fundos dos ciclos anteriores. Consultorias internacionais projetam uma recuperação robusta, homologada com variação de preço que veem potencial de valorização contínua para o ativo ao longo do ano.
Como isso afeta o investidor brasileiro?
Para o investidor local, esse rali apresenta oportunidades, mas exige gestão de risco. A retomada das compras por instituições — como a BitMine, que adquiriu mais de US$ 80 milhões em ETH — sinaliza confiança institucional. Isso é particularmente relevante para quem busca diversificação, já que análises indicam que o Ethereum pode romper com o Bitcoin, entregando possivelmente retornos percentuais maiores no curto prazo.
No entanto, a volatilidade do par BRL/USD continua sendo um fator chave. Os traders brasileiros devem evitar alavancagem excessiva até que o Bitcoin transforme a resistência de US$ 71.500 em suporte confirmado. Ordens de stop-loss abaixo dos mínimos da semana passada são essenciais para proteger o capital caso o cenário macroeconômico volte a se deteriorar.
Em resumo, o mercado criptográfico mostra resiliência com a volta das baleias e o fluxo positivo nos ETFs. O momento é de otimismo cauteloso: embora os indicadores apontem para cima, a confirmação técnica dos rompimentos nos próximos dias será decisiva para a continuidade da alta.
Fontecriptofacil



