O Founders Fund abandonou completamente sua posição na ETHZilla. O fundo pertence a Peter Thiel, cofundador bilionário do PayPal e da Palantir Technologies (empresa de análise de dados). A ETHZilla é uma empresa que acumula Ethereum como reserva de valor.
A saída acontece enquanto cresce a pressão sobre empresas que guardam criptomoedas. O mercado criptográfico segue em queda acentuada.
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Thiel sai da ETHZilla durante crash do mercado
Empresas de tesouraria digital viraram moda no ano passado. Várias companhias copiaram a estratégia de 2020 da Strategy, antiga MicroStrategy, voltada para o Bitcoin. Passaram a acumular criptomoedas como reservas. A jogada atraiu investidores enquanto os preços subiam e as ações valorizavam.
O BeInCrypto informou em agosto de 2025 que Thiel tinha 7,5% de participação na ETHZilla por meio de fundos controlados por ele. O arquivo mais recente enviado à SEC (órgão regulador do mercado de capitais americano) mostra uma mudança radical. As entidades administradas por Thiel informaram participação zero na companhia ao final de 2025. Saída completa.
“Isso é relevante porque Thiel é considerado capital institucional inteligente, e uma saída total de uma empresa de tesouraria de ETH pode sinalizar mudança de sentimento, redução de risco ou uma nova alocação estratégica menos exposta ao Ethereum”, publicou o Crypto Town Hall no X (antigo Twitter).
A decisão ocorre durante o declínio amplo do mercado. Em outubro, as criptomoedas sofreram forte queda, muitas vezes chamada de “10/10” ou crash da “Black Friday”. Nos meses seguintes, a retração se intensificou.
O Ethereum recuperou 28,4% no quarto trimestre de 2025, segundo dados do CryptoRank (plataforma de análise criptográfica). Foi o primeiro resultado negativo em um quarto trimestre desde 2022. O ano de 2026 começou com breve acontecimento positivo, mas o movimento se reverteu rapidamente.
O ETH fechou janeiro de 2026 com baixa de 17,7%. Em fevereiro, a moeda acumulada nova caiu 18,1%. Está cotado a US$ 2.017 no momento.
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Empresas que guardam criptografia amargam prejuízos bilionários
A lesão prolongada dos preços impactou diretamente empresas de tesouraria de ativos digitais. O valor de suas reservas de criptografia despencou e pressionou os preços das ações. A BitMine, por exemplo, acumula prejuízos não realizados superiores a US$ 7 bilhões. Suas ações caíram 25,7% no ano.
A ETHZilla apresentou dificuldades semelhantes. A empresa era conhecida como 180 Life Sciences. Mudou de nome após adotar estratégia de tesouraria em Ethereum. No auge, chegou a deter mais de 100 mil ETH.
Com o agravamento das condições em outubro, a empresa optou por diminuir rapidamente a exposição. No fim daquele mês, a ETHZilla vendeu cerca de US$ 40 milhões em Ether. Os recursos foram direcionados para recompensas de ações.
Uma segunda rodada de vendas aconteceu em dezembro. Totalizou aproximadamente US$ 74,5 milhões. Os valores foram usados para pagar dívida sênior conversível. Dados da CoinGecko (plataforma de preços criptografados) mostram que a empresa possui agora 69.802 ETH. Redução expressiva frente ao registro histórico.
ETHZilla pivô para aviação tokenizada
A empresa anunciou uma nova mudança de estratégia. Segundo a Bloomberg (agência de notícias financeiras), a participação integrante da ETHZilla, chamada ETHZilla Aerospace, busca oferecer exposição tokenizada a participações em motores de aviação comercial arrendados.
A pivotada radical mostra como as empresas de tesouraria digital tentam se reinventar diante do colapso dos preços das criptomoedas.
Fontebeincrypto




