Economista chama de “baboseira” narrativa que liga alta da criptomoeda à situação venezuelana, enquanto Arthur Hayes prevê disparada do BTC com impressão de dólares
O economista Peter Schiff, conhecido por ter previsto a crise imobiliária de 2008, voltou a atacar o Bitcoin nesta semana. Desta vez, ele classificou como “baboseira” uma narrativa que relaciona a recente valorização da criptomoeda aos acontecimentos políticos na Venezuela e recomendou aos investidores que vendessem seus bitcoins em troca de ouro.
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A crítica de Schiff
Em publicação nas redes sociais na segunda-feira (5), Schiff questionou o otimismo do mercado após o Bitcoin superar novamente a marca dos US$ 94,5 mil. “O Bitcoin foi arrastado pela alta inspiração na Venezuela. Voltou a ficar acima de US$ 94,5 mil”, escreveu o economista, acrescentando que considera exagerada a tentativa de vender-la como algo positivo.
“Há muita baboseira por parte dos compradores tentando vender essa notícia como algo positivo para o Bitcoin. Não acredite no hype. Apenas aproveite a alta para vender e use os recursos para comprar ouro de verdade”, disparou Schiff, conhecido por sua defesa ferrenha do metal precioso.
No dia seguinte, o economista reforçou sua posição ao notar que a criptomoeda havia caído US$ 2,5 mil desde sua primeira postagem. “Corra para vender antes que caia muito mais”, concluiu.
A visão oposta de Arthur Hayes
Enquanto Schiff mantém sua postura crítica, Arthur Hayes, fundador da exchange BitMEX, apresenta uma perspectiva completamente diferente sobre o futuro do Bitcoin.
Em artigo publicado em seu blog na segunda-feira, Hayes argumenta que uma intervenção dos Estados Unidos na Venezuela pode, paradoxalmente, beneficiar o Bitcoin. Segundo sua análise, o controle americano sobre as reservas de petróleo venezuelanas levaria à queda nos preços do barril, o que reduziria a pressão inflacionária nos EUA.
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Com a inflação controlada, Hayes defende que o governo americano terá mais margem para continuar expandindo a oferta monetária. “Levando Trump e seus subordinados ao pé da letra, sabemos que o crédito vai se expandir”, afirmou o executivo.
Hayes prevê um cenário de gastos deficitários pelo Congresso republicano, emissão de dívida pelo Departamento do Tesouro e impressão de dinheiro pelo Federal Reserve para comprar esses títulos. “Esse círculo vicioso começou de verdade em 2008 e, como diz Lyn Alden, ‘Nada para esse trem’. À medida que a quantidade de dólares se expande, o preço do Bitcoin e de certos criptos vão disparar”, explicou.
Posicionamento agressivo no mercado
Demonstrando confiança em sua análise, Hayes revelou que seu fundo de investimento Maelstrom entrou em 2026 com “risco quase máximo”. A estratégia inclui vender Bitcoin e Ethereum para se posicionar no setor de finanças descentralizadas (DeFi).
“Quando/se o preço do petróleo subir e causar uma desaceleração na criação de crédito, espero realizar lucro, acumular mais sats e comprar um pouco de mETH”, detalhou o fundador da BitMEX sobre sua estratégia de longo prazo.
Duas visões opostas sobre o futuro
O debate entre Schiff e Hayes representa as duas correntes de pensamento que dividem o mercado financeiro. De um lado, os defensores do ouro como reserva de valor tradicional; do outro, os entusiastas das criptomoedas como alternativa ao sistema econômico convencional.
Enquanto Schiff vê a recente alta do Bitcoin como uma oportunidade de saída, Hayes vê apenas o começo de um movimento muito maior impulsionado pela expansão monetária global.
Para os investidores, resta o desafio de avaliar qual análise faz mais sentido em meio à crescente complexidade do cenário geopolítico e econômico mundial.
Fontebeincrypto



