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UM Paxful Holdings Inc. foi condenado a pagar uma multa de US$ 4 milhões (aproximadamente R$ 23 milhões na cotação atual) por falhas intencionais em seus controles de prevenção à lavagem de dinheiro, em um cenário em que o mercado criptográfico enfrenta escrutínio máximo. A decisão, anunciada pelo Departamento de Justiça dos EUA (DOJ), reflete a resistência global contra crimes financeiros em plataformas de investimentos digitais, realizada de alerta crítico para investidores que operam fora de ambientes regulados.

O que está por trás da multa da Paxful?

A Paxful opera fundamentalmente como um marketplace P2P (ponto a ponto), conectando compradores e vendedores de Bitcoin sem intermediários bancários tradicionais. No entanto, segundo promotores federais, a empresa lucrou deliberadamente ao ignorar os controles básicos de Anti-Lavagem de Dinheiro (AML) e Conheça Seu Cliente (KYC). Essa negligência permitiu que crimes utilizassem a plataforma para movimentação de fundos limitada a fraudes, extorsão e até tráfico humano.

As investigações apontaram que os fundadores da Paxful tinham plena ciência das atividades ilícitas, chegando a cunhar o termo “Efeito Backpage” para descrever o crescimento de usuários provenientes de sites de prostituição que foram derrubados pelas autoridades. Este caso se conecta diretamente a um esforço coordenado das autoridades para desmantelar redes que movimentam bilhões em criptografia ilícitas, forçando empresas do setor a adotarem medidas de compliance muito mais rigorosas.

De acordo com o comunicado oficial do Departamento de Justiça, a plataforma falhou na implementação de programas de medidas de AML, tornando-se um veículo atraente para atores mal-intencionados que buscavam anonimamente para lavar dinheiro.

Como a ação regulatória impacta o setor?

Originalmente, a deliberação prevista para a Paxful ultrapassou US$ 112 milhões. Contudo, uma análise financeira independente determinou que a empresa não possuía liquidez para arcar com tal valor, resultando na redução da multa para US$ 4 milhões. Entre 2015 e 2022, estima-se que US$ 17 milhões em Bitcoin foram transferidos de carteiras da Paxful diretamente para sites ilícitos, gerando lucros de taxas para a exchange.

O impacto dessa ação reverbera por toda a indústria. Enquanto a Casa Branca busca destravar leis de regulamentação clara, plataformas que antes operavam em áreas cinzentas estão sendo impostas para se adaptarem ou fecharem. Recentemente, comentei-se a Gemini enfrentando pressão regulatória e ajustes operacionais, sinalizando que a conformidade não é mais opcional para sobrevivência no mercado global.

O cofundador da Paxful, Artur Schaback, também se declarou culpado por enganar usuários, afirmando falsamente que a plataforma não autoriza KYC, quando na verdade deveria seguir as leis bancárias dos EUA. Analistas apontam que a sentença da Paxful (link em inglês) estabelece um precedente de que a insolvência não livra empresas de condenações criminais, embora possa reduzir as multas pecuniárias.

Como isso afeta investidores brasileiros?

Para o investidor brasileiro, o caso Paxful sublinha os riscos elevados de utilização de plataformas P2P internacionais sem representação legal no Brasil. A falta de controles robustos pode resultar não apenas no uso da plataforma para crimes, mas no congelamento do súbito de ativos de usuários legítimos durante investigações federais.

Com o aumento da percepção de risco em plataformas centralizadas não regulamentadas, o mercado tem visto uma entrega de usuários saindo de exchanges centralizadas para carteiras de custódia própria (autocustódia) ou migrando para corretoras locais que seguem as normas da Receita Federal (IN 1888). A segurança jurídica tornou-se um ativo tão importante quanto à liquidez, especialmente para traders que movimentam volumes significativos em BRL.

Em resumo, as publicações da Paxful encerram um capítulo de impunidade em mercados P2P globais. Os investidores devem redobrar a atenção e priorizar plataformas que demonstrem transparência e conformidade com as normas globais de combate à lavagem de dinheiro para mitigar riscos operacionais.

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