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Os fluxos globais de pagamentos com stablecoins podem atingir US$ 56,6 trilhões até 2030, segundo comunicado divulgado pela Bloomberg Intelligence. Em 2025, o volume transacionado já somou US$ 33 trilhões, alta de 72% em relação ao ano anterior, consolidando o setor como peça estrutural do sistema financeiro digital. O movimento ocorre em um cenário de maior adoção institucional e busca por proteção cambial em economias emergentes.

Os dados mostram que as stablecoins deixaram de ser apenas um instrumento de negociação e passaram a competir diretamente com meios tradicionais de pagamento. Esse avanço ganha relevância para investidores brasileiros, onde o uso de stablecoins já domina o volume cripto local.

O crescimento projetado implica um ritmo anual composto próximo de 81%, partindo de US$ 2,9 trilhões em fluxos estimados para 2025. Para o mercado, isso sinaliza uma mudança estrutural, não apenas um ciclo pontual de adoção.

O que explica a disparada dos fluxos de stablecoins?

Stablecoins são criptomoedas atreladas a moedas fiduciárias, geralmente ao dólar, e buscam manter a paridade próxima de US$ 1. Esse desenho reduz a volatilidade e facilita o uso em pagamentos, remessas e reservas de valor de curto prazo. Na prática, funciona como dólares digitais circulando em blockchains.

Segundo a Bloomberg, USDT e USDC responderam por mais de 95% do volume global em 2025. O USDC liderou em transações, com US$ 18,3 trilhões, enquanto o USDT movimentou US$ 13,3 trilhões, reforçando a divisão entre uso em DeFi e pagamentos tradicionais.

Esse avanço está ligado à expansão da infraestrutura de pagamentos digitais, além da maior integração com grandes plataformas, como mostra a recente integração com stablecoins anunciada por empresas de tecnologia.

Adoção institucional e impacto direto no Brasil

Instituições financeiras e empresas de remessas aceleraram esse movimento. A Western Union, por exemplo, planeja lançar um sistema de liquidação com stablecoins em 2026, enquanto outras gigantes testam soluções para pagamentos internacionais mais rápidos e baratos.

No Brasil, o impacto é ainda mais direto. Cerca de 90% do volume de criptografia negociado no país envolve stablecoins, impulsionado pela volatilidade do real entre R$ 5,40 e R$ 5,80 por dólar em 2025. Entre julho de 2024 e junho de 2025, os brasileiros movimentaram R$ 318,8 bilhões em criptografia, quase um terço de toda a América Latina.

Para traders e empresas, as stablecoins funcionam como hedge cambial e ponte para mercados globais. Já para o varejo, controlamos custos de remessa e ampliamos o acesso a produtos financeiros digitais.

Quais são os riscos por trás das projeções?

Apesar do crescimento, o setor carrega riscos regulatórios e operacionais. No Brasil, a partir de fevereiro de 2026, as stablecoins passam a ser tratadas como operações de câmbio, exigindo capital mínimo entre US$ 2 milhões e US$ 6,9 milhões para VASPs.

Além disso, episódios como o colapso da TerraUSD lembram que nem todas as stablecoins são iguais. A confiança depende de reservas auditáveis ​​e governança sólida.

Segundo a Bloomberg Intelligence, a consolidação regulatória será decisiva para que os fluxos realmente atinjam US$ 56,6 trilhões. Sem isso, o crescimento pode desacelerar.

Em resumo, a projeção reforça que as stablecoins deixaram de ser nicho e caminharam para o centro das finanças globais. Para investidores brasileiros, entender esse movimento é essencial para avaliar riscos, oportunidades e o papel desses ativos na estratégia de longo prazo.

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Fontecriptofacil

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