Os fundos negociados em bolsa (ETFs) de Bitcoin à vista nos Estados Unidos passaram o ano em um ritmo explosivo que, se interrompido, pode superar com folga as entradas totais de 2025.
“Os ETFs spot de Bitcoin estão entrando em 2026 como um leão”, disse na terça-feira Eric Balchunas, analista sênior de ETFs da Bloomberg.
Ele destacou que houve mais de US$ 1,2 bilhão em entradas nos dois primeiros dias de negociação do ano, “com todo o mundo participando”, o que significa que praticamente todos os fundos registraram transportes. A exceção foi o WisdomTree Bitcoin Fund (BTCW).
Balchunas observou que, se esse ritmo para manter, isso implicaria US$ 150 bilhões em entradas ao longo do ano — cerca de 600% acima do total de 2025.
“Eu disse: se eles conseguem captar US$ 22 bilhões quando estão chovendo, imaginem quando o sol estiver brilhando”, afirmou.
Maior dia de entradas em três meses
Os ETFs spot de BTC nos EUA registraram entradas líquidas de US$ 21,4 bilhões em 2025, com o iShares Bitcoin Trust (IBIT), da BlackRock, ficando com a maior parte. Ainda assim, o número marca uma queda em relação aos US$ 35,2 bilhões de entradas líquidas visíveis em 2024.
A expressiva entrada líquida de US$ 697 milhões na segunda-feira foi maior em três meses, à medida que os preços do BTC caíram para — e se mantiveram acima de — US$ 90.000 após uma quinzena turbulenta no fim de 2025.
Segundo Fabian Dori, CIO da Sygnum, essa nova demanda por ETFs é cada vez mais relevante para a estrutura de mercado. Ele observou que a demanda dos ETFs vem absorvendo de forma constante a oferta em circulação, apontando para um potencial choque de demanda de longo prazo, e não apenas fluxos especulativos de curto prazo.
O ímpeto, porém, pareceu arrefecer na terça-feira, com números preliminares diminuindo uma probabilidade crescente de um dia de saída líquida devido a uma grande retirada do fundo da Fidelity, à espera dos dados da BlackRock.
Morgan Stanley entra na disputa
A gestora de ativos trilionária Morgan Stanley anunciou na SEC, na terça-feira, pedidos para lançar ETFs de Bitcoin e Solana. O movimento coloca o gigante de Wall Street ao lado de BlackRock e Fidelity no espaço de ETFs criptografados.
De acordo com o registro, o Morgan Stanley Bitcoin Trust é um veículo de investimento passivo projetado para monitorar o preço à vista do Bitcoin e não utilizará alavancagem nem derivativos.
“Eu gosto desse movimento deles. É inteligente”, avaliou Balchunas.
“Eles têm algo como US$ 8 trilhões em ativos sob assessoria, e já autorizaram esses assessores a alocar, então é melhor ter um fundo com a própria marca do que pagar à BlackRock ou a outra gestora”, acrescentou.
Fontecointelegraph




