(Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo)

Ó Ministério Público de São Paulo (MPSP)por meio do CyberGAECO, ea Polícia Federal (PF) deflagraram a Operação Cofre Digital na manhã desta quinta-feira (12). A intervenção policial tem como objetivo desarticular um grupo criminoso especializado em lavagem de dinheiro com o uso de criptomoedas.

Os investigados são apontados como os responsáveis ​​por ocultar mais de 710 milhões de reais furtados durante um ataque cibernético de grandes proporções no ano passado.

As equipes de segurança cumpriram três mandatos de prisão temporária e cinco mandatos de busca e apreensão. Os endereços e os alvos da operação estão localizados em cidades dos estados de São Paulo e do Paraná.

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A Justiça também determinou um forte cerco financeiro contra a organização, ordenando o bloqueio de bens e de valores de quatro pessoas físicas e de vinte e oito empresas, com um teto de congelamento estipulado em 28 milhões de reais para cada um dos investigados.

Ataque ao sistema de pagamentos instantâneo nacional, o Pix

O roubo que originou uma investigação criminal ocorreu no mês de agosto de 2025. Na ocasião, a quadrilha realizou um ataque cibernético sofisticado contra o sistema de uma empresa provedora de serviços de tecnologia da informação.

Essa companhia atuava como uma ponte fundamental que interligava as instituições financeiras ao Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI)a infraestrutura tecnológica responsável por processar as transferências em tempo real da rede Pix.

A invasão aos servidores da prestadora de serviços foi realizada na subtração direta de mais de 710 milhões de reais. O montante gigantesco foi drenado dos cofres de duas instituições financeiras específicas.

Ó caso acenda um alerta máximo nas autoridades de segurança cibernética e desenvolveram uma força-tarefa profunda para identificar o destino do capital.

Investigação apurou lavagem de dinheiro com uso de criptomoedas

Após a execução do roubo milionário, a quadrilha iniciou uma engenharia financeira para apagar o rastro do dinheiro. As provas colhidas pelos investigadores indicam que os criminosos utilizaram uma vasta rede de empresas de fachada para receber e escolher os valores furtados. O objetivo central dessa estratégia era converter todo o produto do crime em criptomoedas.

A compra das criptomoedas funcionou como uma ferramenta para distanciar o dinheiro de sua origem ilícita e cegar o patrimônio contra o rastreio das autoridades de inteligência financeira.

Assim, a tática do grupo visava transformar o capital adquirido em ativos com uma fonte aparentemente legítima, o que permitiria a reinserção futura de toda a fortuna na economia formal do país.

As ordens judiciais de prisão, as buscas e o congelamento de contas e carteiras virtuais foram expedidas pelo juízo das garantias da Vara Criminal Especializada em Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores de São Paulo.

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