MPSP realiza mais uma fase da Operação Ícaro (Foto/MPSP)

Ó Ministério Público de São Paulo (MPSP)com apoio do Cyber ​​Gaeco e da Polícia Militar, deflagraram uma nova fase da Operação Ícaro que investiga um esquema de corrupção por servidores públicos da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo.

Na ação pela manhã de terça-feira (10), os agentes do Grupo de Atuação Especial de Repressão aos Delitos Econômicos (GEDEC) conseguiram apreender R$ 1,8 milhão em Bitcoin que eram suspeitos.

Na condução dos mandados judiciais, os agentes também apreenderam aproximadamente 68 mil dólares e R$ 288 mil em espécie, disse o MP em nota.

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Esquema de corrupção sob investigação desde 2025

A nova operação é um desdobramento de outra iniciada em agosto de 2025. Assim, as autoridades investigam a existência de um esquema envolvendo o pagamento de propina por parte de empresas, em troca de facilidades no ressarcimento de créditos fiscais de ICMS-ST, com prejuízo aos cofres públicos.

As diligências foram realizadas com o apoio do Cyber ​​GAECO e da Polícia Militar, garantindo o cumprimento das medidas autorizadas pelo Poder Judiciário, bem como a preservação de provas consideradas relevantes para o avanço das investigações.

O material apreendido será submetido à perícia e análise financeira, a fim de esclarecer sua origem e eventual vinculação com os fatos investigados. O procedimento tramita sob sigilo, informou nota do MPSP.

Relembre Operação Ícaro que mirou dono da Ultrafarma e da Fastshop

Conforme notícia publicada pelo Livecoins em agosto de 2025, os donos das empresas Ultrafarma e Fastshop foram investigados por possíveis pagamentos de propina a servidores da Sefaz-SP.

Na ocasião, o MP informou que o esquema existe desde 2021, causando prejuízos milionários aos cofres públicos.

Segundo o MP, os empresários pagaram os auditores para que facilitam o ressarcimento de créditos de ICMS junto à Sefaz-SP. Todas as empresas varejistas contribuintes têm direito ao ressarcimento, porém o procedimento é complexo e tem prazos longos.

A investigação descobriu que o auditor Artur Gomes da Silva Neto era o principal da operação, facilitando todo o processo. No caso dele, como as autoridades indicam que uma empresa em nome de sua mãe, Kimio Mizukami da Silva, teve um salto patrimonial de R$ 411 mil em 2021 para mais de R$ 2 bilhões em 2023, se justificando no Imposto de Renda para a receita como “investimentos em criptomoedasA professora aposentada com 76 anos também foi convocada a prestar depoimentos para as autoridades.

A primeira fase da operação, vale lembrar, capturou R$ 10 milhões em bitcoin dos suspeitos, além de dinheiro em espécie de vários países.

Fonteslivecoins

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