Jean-Paul Thorbjornsen, um australiano de 30 e poucos anos, de criação católica rural, é o fundador do THORChain, um blockchain por meio do qual os usuários podem trocar uma criptomoeda por outra e ganhar taxas ao fazer essas trocas.

THORChain não tem permissão, então qualquer pessoa pode usá-lo sem obter aprovação prévia de uma autoridade centralizada. Como uma rede descentralizada, o blockchain é construído e administrado por operadoras localizadas em todo o mundo. Durante seus primeiros dias, o próprio Thorbjornsen se escondeu atrás do pseudônimo “leena” e usou uma imagem feminina gerada por IA como seu avatar. Mas por volta de março de 2024, ele revelou sua verdadeira identidade como a mente por trás do blockchain. Mais ou menos.

Se existe uma questão central em torno do THORChain, é esta: exatamente quem é responsável por suas operações? Isso é importante porque, em janeiro do ano passado, seus usuários perderam mais de US$ 200 milhões em suas criptomoedas em dólares americanos depois que as transações e contas do THORChain foram congeladas por uma substituição administrativa única, o que os usuários acreditavam que não seria possível dada a estrutura descentralizada.

Thorbjornsen insiste que a THORChain está ajudando a concretizar o propósito original do bitcoin de permitir que qualquer pessoa faça transações livremente fora do alcance de governos supostamente corruptos. Contudo, os problemas da rede sugerem que um sistema financeiro alternativo poderá não ser muito melhor. Leia a história completa.

—Jéssica Klein

Os robôs que prevêem o futuro

Ser humano é, fundamentalmente, ser um previsor. Ocasionalmente, um muito bom. Tentar ver o futuro, seja através das lentes da experiência passada ou da lógica de causa e efeito, ajudou-nos a caçar, evitar ser são caçados, plantam culturas, criam laços sociais e, em geral, sobrevivem num mundo que não dá prioridade à nossa sobrevivência.

Hoje, estamos inundados num mar de previsões tão vastas e implacáveis ​​que a maioria de nós mal as regista. O desejo das pessoas por previsões confiáveis ​​é compreensível. Ainda assim, ninguém se inscreveu em um oráculo algorítmico onipresente que media todos os aspectos de sua vida. Um trio de novos livros tenta dar sentido ao nosso mundo focado no futuro – como chegamos aqui e o que essa mudança significa. Cada um tem as suas próprias receitas para navegar nesta nova realidade, mas todos concordam numa coisa: as previsões são, em última análise, uma questão de poder e controlo. Leia a história completa.

—Bryan Gardiner

technologyreview

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *