O Morgan Stanley deu mais um passo em sua estratégia de ativos digitais ao apresentar pedidos à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC) para lançar ETFs de Bitcoin e Solana. Essa iniciativa reforça o crescente interesse institucional em produtos regulamentados de criptografia, em um momento em que os ETFs se tornaram o principal meio de entrada para o capital tradicional.
Esse movimento se soma a uma tendência mais ampla que está evoluindo na relação entre Wall Street e o mercado de criptomoedas.
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Morgan Stanley aumenta aposta em ETFs de Bitcoin e Solana
Os ETFs de criptomoedas são fundos negociados em bolsa que replicam o preço de ativos digitais e permitem a exposição a eles por meio de mercados regulamentados.
Nesse contexto, o Morgan Stanley inveja à SEC dos EUA dois formulários S-1 para lançar o Morgan Stanley Bitcoin Trust e o Morgan Stanley Solana Trust.
A instituição, que administra cerca de US$ 6,4 trilhões em ativos, assim se posiciona ao lado de outras emissoras tradicionais já presentes com ETFs de criptomoedas nos Estados Unidos. O fundo atrelado a Solana também incluiria um recurso de apostaraumentando a atratividade no ecossistema institucional.
Os pedidos ocorrem em um cenário de forte expansão do mercado. O volume acumulado dos ETFs de criptomoedas à vista nos Estados Unidos já ultrapassou US$ 2 trilhões.
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Chegou ao primeiro trilhão de dólares exigido mais de um ano, enquanto o segundo foi atingido em apenas oito meses, refletindo uma expressiva elevação de liquidez e atividade.
Segundo dados da SosoValue, apenas os ETFs de Bitcoin já concentram mais de US$ 123,5 bilhões sob gestão, o que representa cerca de 6,6% da capitalização total do mercado, mesmo com o preço abaixo de US$ 100 mil nas últimas sessões.
Regulação, demanda e expansão institucional
O avanço do Morgan Stanley ocorre em um ambiente regulatório mais favorável. Após a volta de Donald Trump à presidência, a SEC desenvolveu uma postura mais receptiva em relação aos produtos ligados ao universo criptográfico.
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Em setembro de 2025, o órgão emitiu padrões genéricos de listagem para ETFs de criptomoedas, permitindo lançamentos mais rápidos e sem processos individuais longos, conforme divulgado o BeInCrypto.
Essa mudança impediu expressivamente os prazos de autorização, que antes poderiam chegar a 240 dias. Com isso, mais instituições tradicionais passaram a explorar produtos regulamentados de criptografia para atender à demanda de pessoas físicas e de investidores institucionais.
A estratégia do Morgan Stanley não é isolada. Em 2024, a entidade instituiu limite interno de 4% para carteiras consideradas “oportunísticas” com ativos digitais, alinhando-se a grandes gestores de ativos do mercado. Além disso, ampliou o acesso a investimentos em criptografia para todos os seus clientes, incluindo contas de aposentadoria.
A soma de maior clareza regulatória, a expansão de volumes em ETFs e a demanda por exposição a ativos digitais está redefinindo o papel das criptomoedas na estrutura da economia tradicional. Para grandes gestores, os ETFs passaram a ser o meio principal para oferecer acesso controlado e transparente.
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Nesse contexto, o registro dos ETFs de Bitcoin e Solana indica que o Morgan Stanley busca se antecipar a uma demanda crescente, apostando em produtos que integram o ecossistema criptográfico a estruturas consolidadas de investimento.
Em resumo
O Morgan Stanley reforçou seu compromisso com o mercado de criptografia ao exigir ETFs de Bitcoin e Solana à SEC, consolidando a tendência de adoção institucional de produtos regulamentados. O crescimento acelerado do mercado de ETFs fortalece essa estratégia.
A combinação de avanços regulatórios e demanda constante mostra que os ETFs devem seguir como principal ponte entre criptoativos e finanças tradicionais nos próximos anos.
Fontebeincrypto



