O Morgan Stanley deu mais um passo decisivo em direção ao mercado de ativos digitais ao protocolar junto à Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC) pedidos de registro para lançar ETFs que replicam o Bitcoin e a Solana.
A iniciativa coloca uma iniciativa dos maiores grupos financeiros do mundo, com cerca de US$ 6,4 trilhões sob gestão, diretamente na disputa por espaço no segmento de ETFs de criptomoedas, que vem se consolidando como a principal porta de entrada institucional para o setor nos Estados Unidos.
De acordo com os documentos apresentados à SEC, o banco submete formulários S-1 separados para o Morgan Stanley Bitcoin Trust e para o Morgan Stanley Solana Trust. No caso do produto do atrelado a Solana, o registro prevê ainda a possibilidade de staking, um diferencial que pode ampliar o potencial de retorno do fundo ao capturar recompensas da rede, além da valorização do ativo.
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Se aprovados, os ETFs colocariam o Morgan Stanley ao lado de emissores já estabelecidos no mercado criptográfico, como BlackRock e Fidelity, reforçando a entrada definitiva de gigantes das finanças tradicionais nesse segmento.
O sucesso dos ETFs criptográficos
O movimento ocorre em um contexto de forte expansão dos ETFs de criptomoedas à vista nos EUA. Desde a aprovação dos primeiros produtos de Bitcoin em janeiro de 2024, o volume acumulado de negociações desses fundos já ultrapassou US$ 2 trilhões, segundo dados do The Block, em um ritmo acelerado que evidencia o aumento da liquidez e do interesse de investidores institucionais e individuais.
Apenas os ETFs de Bitcoin à vista concentram mais de US$ 123 bilhões em ativos, o equivalente a cerca de 6,6% da capitalização total do BTC, mesmo com uma criptomoeda operando abaixo do patamar psicológico de US$ 100 milhões há várias semanas.
Analistas apontam que esse crescimento está ligado a um ambiente regulatório mais previsível e considerado mais construtivo para o setor. A volta de Donald Trump à presidência coincidiu com uma postura mais aberta da SEC em relação a produtos de investimento ligados a criptomoedas.
Em setembro de 2025, o regulador aprovou novos padrões genéricos de listagem para ETFs criptografados, permitindo que os fundos elegíveis fossem lançados de forma acelerada, sem a necessidade de longos processos individuais de alteração da regra 19b-4, que antes podiam se estender por até 240 dias. Isso também liberou novos ETFs de outras moedas que não BTC e ETH.
Os pedidos protocolados agora também se inserem em uma estratégia mais ampla do Morgan Stanley para ampliar sua atuação no universo criptográfico. No ano passado, o banco definiu um limite de alocação de até 4% em ativos digitais para portfólios classificados internamente como “oportunistas”, alinhando suas diretrizes às concorrentes como a Grayscale.
Além disso, um gestor de patrimônio passou a permitir o acesso a investimentos em criptomoedas em todas as contas de clientes, incluindo estruturas externas à aposentadoria, sinalizando uma normalização gradual desse tipo de exposição dentro de produtos financeiros comerciais.
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Fonteportaldobitcoin



