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UM LuaPay anunciou uma parceria estratégica nesta terça-feira que pode transformar a folha de pagamento de cerca de 40.000 empresas no Reino Unido e na União Europeia, permitindo depósitos diretos de negociação em stablecoins. A iniciativa, realizada em conjunto com a plataforma de RH e gestão global Deelvisa movimentar parte dos US$ 22 bilhões em pagamentos processados ​​pela Deel em 2025 diretamente para carteiras digitais. Para o mercado brasileiro, que possui milhares de profissionais trabalhando remotamente para o exterior, a notícia sinaliza uma mudança importante na infraestrutura de captação internacional, oferecendo uma alternativa ao sistema bancário tradicional.

Como funciona o pagamento via stablecoins?

A operação será alimentada pela infraestrutura adicional fiduciária da MoonPay, chamada Ferro. Na prática, em vez de esperar dias por transferências SWIFT bancárias internacionais, que costumam cobrar taxas elevadas de câmbio, os funcionários das empresas parceiras poderão receber sua negociação quase instantânea em carteiras de autocustódia.

Isso reflete o crescimento acelerado do setor de stablecoins, que busca consolidar seu uso além da especulação, funcionando como dinheiro programável eficiente para liquidações globais. Inicialmente, o serviço será lançado no Reino Unido e na UE, mas o MoonPay já indicou planos de expandir a funcionalidade para os Estados Unidos, aproveitando suas licenças de transmissor de dinheiro em todos os 50 estados americanos.

Infraestrutura institucional ganha impulso

UM Deel já possui histórico com criptoativos desde pelo menos 2021, quando habilitou saques em USDC e Solana para contratados. Agora, a integração com o MoonPay aprofunda essa relação, utilizando trilhas de pagamento dedicadas que conectam o sistema fiduciário diretamente ao blockchain.

Max von Wallenberg, fundador e CEO da Iron, destacou que a aposta na infraestrutura criptográfica é baseada em volume real, citando os bilhões processados ​​anualmente pela plataforma de RH como prova de demanda. Esse movimento segue uma tendência mais ampla de modernização das finanças corporativas. Assim como a Ripple avança em pagamentos institucionais e tokenização para bancos, a MoonPay busca solidificar sua posição fornecendo o “encanamento” necessário para que empresas de qualquer setor operem com criptografia sem a complexidade técnica habitual.

A empresa tem investido pesado em conformidade, garantindo registros na Austrália, Canadá e aprovação MiCA na Europa, o que oferece segurança jurídica para grandes corporações adotarem o modelo.

Impacto para profissionais brasileiros

Embora o lançamento inicial seja na Europa, a relevância para o Brasil é direta. O país é um dos maiores exportadores de talentos remotos (desenvolvedores, designers e criativos) que utilizam plataformas como a Deel para receber do exterior. A normalização de pagamentos em stablecoins pareadas ao dólar (como USDT ou USDC) oferece proteção contra a volatilidade do Real (BRL) e agilidade no acesso a fundos.

Para o investidor e trabalhador local, isso significa menos dependência de intermediários bancários e spreads cambiais desfavoráveis. No entanto, é crucial estar atento às obrigações fiscais. Os recebimentos em criptografia devem ser declarados à Receita Federal, independentemente de serem transferidos ou não por bancos tradicionais. A iniciativa reforça o uso prático da tecnologia, semelhante aos avanços vistos na tokenização de ativos reais em aplicações práticas empresariais, onde o blockchain serve como trilha de eficiência e não apenas ativo de investimento.

Em resumo, a parceria entre MoonPay e Deel ilustra a transição do mercado de criptomoedas de um nicho especulativo para uma ferramenta de eficácia corporativa. Se for bem-sucedido na Europa, a expansão desse modelo globalmente poderá impulsionar bancos tradicionais a modernizar suas taxas e prazos para remessas internacionais de negociações.

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