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Monero (XMR) supostamente foi uma criptomoeda mais usada na ShopinBit ao longo de 2025, liderando pagamentos em um dos maiores varejistas criptográficos da Europa. Mesmo com restrições regulatórias e menor liquidez em exchanges, o XMR manteve uma demanda consistente, sendo responsável por 74,54% de todos os pagamentos da plataforma em junho de 2025. O dado reforça a narrativa de que, no segmento de criptomoedas de privacidade, a praticidade é pesada mais que a especulação.

No mercado, o XMR está negociado a US$ 168,40 nesta sexta-feira (16), com alta de 1,92% nas últimas 24h e avanço de 6,3% em 7 dias. No acumulado de 2025, porém, o ativo ainda cai 4,7%, refletindo o impacto da saída de grandes exchanges europeias e a redução de liquidez global.

O desempenho ocorre em um contexto de crescimento estrutural do uso de criptografia como meio de pagamento, tendência que também impulsiona stablecoins e outras soluções de liquidação digital.

O que está por trás da liderança do Monero em pagamentos?

Em termos simples, Monero é uma criptomoeda focada em privacidade, ocultando remetente, destinatário e valor das transações. Para comerciantes e usuários que priorizam confidencialidade financeira, isso se traduz em maior proteção contra rastreamento, algo cada vez mais valorizado em ambientes regulatórios mais rígidos.

Segundo dados da ShopinBit, o XMR respondeu por 74,54% de todos os pagamentos em junho de 2025, superando Bitcoin e stablecoins. Esse número é importante porque mostra o uso real, não apenas o volume de negociação — um indicador-chave de adoção sustentável, especialmente quando comparado ao crescimento da adoção de criptomoedas em pagamentos globalmente.

O avanço ocorre mesmo com volume diário mais baixo. No terceiro trimestre de 2025, o XMR registrou entre US$ 90 milhões e US$ 115 milhões em volume diário, abaixo dos ciclos anteriores, de acordo com ainvest.com.

Domínio no nicho de privacidade fortalece tese de longo prazo

Hoje, o Monero concentra cerca de 58% do valor de mercado de todas as criptomoedas de privacidade. Além disso, 24% das novas carteiras criadas em 2025 vieram de investidores institucionais, sinalizando interesse profissional mesmo em um ambiente adverso.

Em termos técnicos, o RSI diário do XMR está em 54 pontos, zona neutra, diminuição ausência de sobrecompra. O preço se mantém acima da mídia móvel de 50 dias em US$ 162,00, com suporte imediato em US$ 158,00 e resistência relevante em US$ 175,00. O MACD segue ligeiramente positivo, reforçando visões de consolidação com base altista.

Para investidores brasileiros, isso significa que o XMR opera mais como um ativo de utilidade do que de momentum. A tese depende menos do fluxo especulativo e mais da continuidade da adoção pelos comerciantes.

Quais riscos ainda pesam sobre o XMR?

O principal contraponto é regulador. A retirada do dinheiro de grandes exchanges europeias pode limitar o acesso de novos investidores. A menor liquidez tende a ampliar a volatilidade, especialmente em períodos de estresse de mercado.

Além disso, concorrentes como Zcash (ZEC) e Decred (DCR) perderam espaço, mostrando que o nicho de privacidade é sensível às mudanças regulatórias. Ainda assim, mais de 1.000 empresas já aceitaram XMR em 2024, contra apenas 41 em 2018, segundo TheStandard.io.

Em resumo, o domínio do Monero em pagamentos reforça sua relevância funcional em 2025. Para investidores brasileiros, o XMR segue como um ativo de tese específica: menos dependente de hype e mais ancorado em uso real — com riscos regulatórios claros, mas com uma base de adoção difícil de ignorar.

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Fontecriptofacil

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