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Resumo da notícia

  • BingX acelera disputas P2P e Bitso reforça operação no Brasil

  • Binance domina reservas globais de stablecoins e amplia liquidez

  • DeFiBank e Humanity apostaram em Web3 e identidade digital

O mercado de criptomoedas registrou uma série de atualizações nesta semana. A BingX lançou o recurso Apelação Rápida no sistema P2P, diminuindo o tempo de resolução de disputas de duas horas para cerca de 15 minutos, enquanto a Bitso anunciou Nicolás Alonso como novo Country Manager no Brasil para fortalecer sua operação institucional e expansão regulatória.

O avanço institucional também ganhou destaque com o crescimento da liquidez no setor e maior participação de investidores tradicionais. A Binance passou a concentrar mais de 65% das reservas globais de stablecoins mantidas em exchanges centralizadas, totalizando cerca de US$ 47,5 bilhões, além de registrar aumento de 31% nas reservas em um ano.

Ao mesmo tempo, novas soluções tecnológicas ampliam a integração entre finanças tradicionais e financeiras digitais. O DeFiBank brasileiro aposta em um modelo de banco digital Web3 com serviços de conversão de Pix para USDT, carteira criptografada e cartão vinculado a ativos digitais.

Já a startup Humanity lançou o sistema Proof of Trust, que permite verificar dados de usuários sem exposição de informações pessoais, buscando combater fraudes impulsionadas por inteligência artificial.

BingX novo recurso para P2P

A BingX anunciou o lançamento do recurso Apelação Rápida no P2P. A funcionalidade reduz o tempo de processamento de cerca de duas horas para apenas 15 minutos, simplificando casos relacionados a pagamentos, confirmação de transferências e liberação de ações, sem alterar os padrões de segurança da plataforma.

Segundo a empresa, a novidade busca melhorar a experiência de traders e comerciantes ao tornar as negociações mais eficientes e responsivas. A chefe de produtos do BingX, Vivien Lin, afirmou que a atualização reforça o compromisso da exchange com uma plataforma mais simples, segura e ágil para a comunidade global.

Bitso nomeia Nicolás Alonso

A Bitso anunciou Nicolás Alonso como novo Country Manager no Brasil. O executivo liderará a consolidação da Bitso Business como infraestrutura para transações internacionais e fortalecerá a atuação da empresa junto aos reguladores e ao ecossistema financeiro.

Com experiência em finanças e inovação digital, Alonso atuou na expansão de fintechs e instituições globais como JPMorgan, Morgan Stanley, Nubank e Binance. Ele substitui Bárbara Espir, que assume a carga global de liderança na área de gestão de contas da Bitso Business.

Além da mudança no Brasil, a empresa também anunciou novos executivos globais, incluindo um CTO, CMO e COO, com foco em infraestrutura tecnológica, crescimento de marca e estratégia operacional.

Recentemente a empresa também anunciou a listagem do Tether Gold (XAU₮), ativo digital totalmente lastreado em ouro físico armazenado na Suíça. Cada token representa uma onça-troy de ouro e permite que os usuários negociem nosso tokenizado diretamente na plataforma, com liquidação imediata e rastreamento on-chain.

Aceleração institucional de capital

A entrada de capital institucional no mercado de criptomoedas deve promover a segunda adoção e fortalecer a infraestrutura do setor, Rocelo Lopes, CEO da Iniciativa Global de Stablecoins da Rezolve.

Para o executivo, a institucionalização representa uma etapa natural de maturidade do mercado, ao ampliar previsibilidade, governança e liquidez, especialmente em ativos consolidados como o Bitcoin, que continua sendo utilizado principalmente como reserva de valor.

Lopes destaca que o avanço das stablecoins representa a transformação mais relevante do setor, ao funcionar como infraestrutura global de liquidez e alternativa ao dólar tradicional. Nas economias emergentes, sobretudo na América Latina, esses ativos oferecem proteção contra a desvalorização cambial e facilitam o acesso a moedas fortes, ampliando a eficiência dos pagamentos e das transações internacionais.

Apesar do avanço, o executivo aponta desafios estruturais para o setor, incluindo lacunas regulatórias, especificações tecnológicas relacionadas à privacidade e dificuldades de escalabilidade das blockchains públicas. Segundo ele, a convergência entre regulação adequada, proteção de dados e maior capacidade operacional será essencial para integrar os ativos digitais ao sistema financeiro global e reduzir a intermediação nas transações.

Binance amplia reservas de stablecoins

A Binance reforçou que concentra mais de 65% das reservas globais de stablecoins mantidas em corretoras centralizadas, totalizando cerca de US$ 47,5 bilhões.

O relatório aponta crescimento anual de 31% nas reservas de stablecoins da Binance, mesmo diante da recente volatilidade do mercado. A maior parte dos recursos está em USDT, com US$ 42,3 bilhões, enquanto o USDC soma US$ 5,2 bilhões. A liquidez elevada garante maior profundidade de mercado, reduções bruscas de preços e facilita a execução de ordens, funcionando como um indicador relevante da saúde do setor de criptomoedas.

Os dados também mostram redução nas saídas de stablecoins das exchanges para cerca de US$ 2 bilhões, número quatro vezes menor que no pico da correção recente. Esse movimento sugere estabilização do mercado e menor pressão de retirada de capital. Nesse cenário, a manutenção da maior parte das reservas pela Binance reforça a percepção de confiança estrutural e resiliência operacional da plataforma.

DeFiBank aposta em Web3 banking com Pix

Uma equipe de brasileiros desenvolveu o DeFiBank uma proposta de banco digital voltado ao ecossistema Web3 com soluções que conectam o sistema financeiro tradicional ao mercado de criptomoedas.

A plataforma disponibiliza serviços de conversão de Pix para USDT, carteira digital de criptografia e integração com soluções financeiras baseadas em blockchain. A busca iniciativa facilitar o uso de ativos digitais no cotidiano, aproximando usuários comuns do universo das finanças descentralizadas.

De acordo com os desenvolvedores, entre os principais recursos anunciados estão uma carteira digital para gerenciamento de ativos e um cartão Visa vinculado a criptomoedas, permitindo pagamentos e movimentações financeiras utilizando recursos digitais. A proposta do serviço é simplificar as operações com criptoativos, oferecendo funcionalidades de banco digital combinadas com infraestrutura Web3, em um modelo que integra pagamentos, armazenamento e uso de moedas digitais em um único ambiente.

Humanidade lança Prova de Confiança

A Humanity anunciou uma evolução em sua plataforma ao substituir o mecanismo Proof of Humanity pelo novo Proof of Trust, um modelo mais amplo de verificação digital. A proposta permite que você confirme informações dos usuários sem riqueza de empresas ou armazene dados pessoais confidenciais, criando um novo padrão de confiança para a internet na era da inteligência artificial.

Inicialmente, a empresa focava na validação de usuários reais por meio de biometria da palma da mão e provas de conhecimento zero. Agora, o Prova de Confiança amplia essa capacidade para permitir a comprovação de características específicas, como idade, residência, escolaridade ou status profissional, sem exposição de dados pessoais. Segundo o fundador Terence Kwok, a verificação de identidade e a substituição se tornam infraestrutura essencial da economia digital, com impacto em setores como redes sociais, finanças, saúde, educação e governança.

A empresa também divulgou um manifesto defendendo um novo modelo de identidade digital baseado no controle de dados pelo usuário, descentralização e credenciais verificáveis ​​entre plataformas. Além disso, lançou APIs para integração com aplicações tradicionais e adquiriu a plataforma Moongate, expandindo sua atuação em eventos e programas de fidelidade. Até o momento, a Humanidade já emitiu mais de 8 milhões de identidades digitais e concluiu sua implantação na rede Arbitrum.

Fontecointelegraph

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