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Resumo da notícia:

  • Tools for the Commons anuncia aporte de R$ 10,3 milhões para acelerar a criação de zonas econômicas físicas e digitais.

  • Plataforma usa blockchain e funciona como marketplace de jurisdições, conectando trabalhadores e empresas, sem CEP fixo.

  • Meta é encerrar o ano entre quatro e oito zonas ativas e entre mil e 10 mil empresas operando na rede.

A Tools for the Commons anunciou esta semana que concluiu uma rodada de financiamento pré-seed de US$ 2 milhões, R$ 10,3 milhões. Segundo a startup brasileira, o recurso tem como objetivo acelerar a criação de zonas econômicas físicas e digitais.

Fundada por Hugo Mathecowitsch, francês que há 15 anos no Brasil, a empresa funciona como uma interface baseada em blockchain que permite que empresas e trabalhadores remotos escolham diferentes locais de atuação, sem precisar passar pela burocracia de cada jurisdição.

Na prática, a startup oferece assinaturas digitais atreladas aos países onde ela se encontra estabelecida, caso de Zanzibar, na África, e Honduras, no Caribe. Esses países integram atualmente o marketplace de jurisdições da empresa, nos moldes de uma zona franca, conectando trabalhadores e empresas, sem CEP fixo.

A tese é que na próxima grande onda da década de 2030 não seja criar startups ou moedas, mas novas cidades e jurisdições. Cidades pensadas como Singapura, Dubai ou Shenzhen, com regras próprias, muito planejamento e tecnologia desde o início, explicou Hugo Mathecowitsch.

Na avaliação do fundador, o aprendizado vai além da tecnologia, já que “o ritmo de um governo é muito diferente do ritmo de uma startup.

Quanto mais alinhado o jogo com os governos, maior a chance de dar certo, emendou.

Mathecowitsch revelou que as entregas da Tools for the Commons já estão gerando receitas, com as primeiras ofertas de usuários em fase beta e contratos ligados ao desenvolvimento e à distribuição das zonas. Nesse caso, a expectativa é acelerar a comercialização ao longo dos próximos meses. O empresário lembrou que a autonomia das zonas tem limites definidos.

A gente separa o direito penal do direito civil. Questões como crimes continuam sob responsabilidade do Estado hospedado. Já temas comerciais e cíveis podem ter alçada parcial ou total das zonas, explicado.

Com aporte, que teve entre os principais investidores a 468 Capital, o ecossistema de tecnologia avançada Sthorm, o protocolo de infraestrutura appchain Tanssi Network e a carteira digital Coins.ph, a Tools for the Commons prometeu acelerar a criação de sua infraestrutura, baseada em blockchain para uma nova geração de modelos de governança.

A startup informou que o apoio adicional veio da holding de cidades inteligentes Grupo OSPA e da consultoria jurídico-tecnológica do programa de startups do escritório Pinheiro Neto Advogados.

Em relação ao capital levantado, Hugo Mathecowitsch disse que a maior parte será destinada à atração de residentes e empresas e à expansão do portfólio de zonas. Uma fatia menor segue para o desenvolvimento das zonas existentes, especialmente Zanzibar, e para trazer novas zonas para a plataforma, segundo ele.

A empresa acrescentou que a sua meta é encerrar o ano entre quatro e oito zonas ativas e entre mil e 10 mil empresas operando na rede, na América Latina, África e Ásia. Segundo o fundador, essas regiões demonstram maior abertura para experimentar novos modelos institucionais.

Em outra iniciativa envolvendo blockchain, um App brasileiro “racha” corridas no 99 e Uber, dando criptomoedas de graça, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

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Fontecointelegraph

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