Arthur Hayes Bitcoin

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O Bitcoin pode voltar a negociar acima de US$ 110.000 caso a liquidez em dólar continue se expandindo, segundo avaliação de Arthur Hayes, ex-CEO da BitMEX e CIO da Maelstrom. A criptomoeda foi negociada a US$ 97.400 nesta sexta-feira (16), com alta de 2,1% nas últimas 24h e valorização acumulada de 7,8% em sete dias. O movimento ocorre em meio à mudança do ciclo macro, com sinais de reversão dos juros do Federal Reserve.

Segundo dados do mercado, o volume negociado de BTC nas últimas 24h superou US$ 38 bilhões, enquanto o RSI diário está em 58 pontos, baixa força compradora sem entrar em sobrecompra. A média móvel de 50 dias está em US$ 94.200, funcionando como suporte dinâmico, enquanto a resistência imediata se concentra em US$ 100.000.

O panorama de fundo é uma liquidez global: em 6 de janeiro, o Fed injetou US$ 8.165 bilhões no sistema financeiro, um sinal claro de flexibilização após meses de contração.

O que está por trás da tese de Arthur Hayes?

Em termos simples, Hayes argumenta que o preço do Bitcoin responde diretamente à quantidade de dólares circulando na economia. Quando o Fed reduz seu balanço, menos dólares chegam aos mercados e ativos de risco; quando a liquidez aumenta, o BTC tende a se valorizar.

Segundo ele, a recente estabilização do balanço do Fed e a retomada do crédito bancário indicam que o pior do aperto ficou para trás. Esse contexto reforça a narrativa já discutida em análises sobre a política do Fed e seus efeitos diretos sobre o mercado criptográfico.

Para investidores brasileiros, isso é importante porque o Bitcoin funciona como uma limitação global de liquidez, muitas vezes se antecipando a movimentos em outras ações de risco, inclusive ações.

ETFs e dados on-chain reforçam o cenário?

Os dados institucionais ajudam a sustentar a tese. Após semanas de saídas, os ETFs spot de Bitcoin registraram entradas líquidas de US$ 355 milhões nos últimos preços, segundos dados do mercado. O ETF da BlackRock (IBIT) liderou os esportes, sinalizando retorno do apetite institucional.

No lado on-chain, o hashrate da rede superou 1,15 ZH/s em 2025, um recorde histórico que indica maior segurança e investimento estrutural dos mineradores. Além disso, os detentores de longo prazo acumularam +3.784 BTC em 26 de dezembro, reduzindo a oferta disponível em exchanges — um fator que costuma pressionar o preço para cima.

Esse movimento dialoga com a tese institucional do Bitcoin, reforçada pelas compras recentes da Strategy, que adicionou 13.627 BTC à sua caixa.

Quais são os riscos dessa projeção?

Apesar do cenário construtivo, o rompimento de US$ 110 mil não é garantido. Tecnicamente, o BTC precisa se manter acima do suporte em US$ 94.000; Abaixo disso, a próxima zona de demanda forte está em US$ 90.500.

Além disso, uma reversão inesperada na comunicação do Fed ou dados de inflação mais fortes podem reaender os contratos financeiros. Para o investidor brasileiro, isso significa considerar a volatilidade do dólar e o impacto direto no preço do BTC em reais.

Em resumo, a expansão de liquidez cria um vento favorável para o Bitcoin, mas a solução acima de US$ 110.000 depende da continuidade dos fluxos institucionais e da manutenção dos suportes técnicos nas próximas semanas.

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