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O líder de IA da Ethereum Foundation, Davide Crapis, e o cofundador do Ethereum, Vitalik Buterin, propuseram uma forma de usar testes de conhecimento zero e outros métodos para garantir que as interações de um usuário com grandes modelos de linguagem permaneçam privadas, ao mesmo tempo em que evitam spam e abusos.

Chamadas de API ocorrem sempre que um usuário envia uma mensagem para um aplicativo de software, como um chatbot de IA. Crapis e Buterin disseram em uma publicação de blog na quarta-feira que um desafio central tanto para os usuários quanto para provedores é privacidade, segurança e eficiência.

“Precisamos de um sistema para que um usuário possa depositar fundos uma única vez e fazer milhares de chamadas de API de forma anônima, segura e eficiente”, afirmaram.

“O provedor deve ter garantia de pagamento e proteção contra spam, enquanto o usuário deve ter garantia de que suas conexões não podem ser vinculadas à sua identidade ou entre si”, acrescenta.

Fonte: Davide Crapis

Com o aumento do uso de chatbots de IA, vazamentos de dados de LLMs se tornaram uma preocupação crescente. Chatbots frequentemente lidam com dados altamente sensíveis, e vincular o uso a identidades pode criar riscos significativos de privacidade, legais e de segurança. Registros de uso podem até ser usados ​​em processos judiciais.

A solução de Crapis e Buterin para usuários e provedores

Crapis e Buterin informaram que os provedores atuais são obrigados a escolher entre dois “caminhos subótimos”: acesso baseado em identidade, com usuários obrigados a fornecer informações sensíveis como e-mail ou cartão de crédito — o que cria riscos de privacidade — ou pagamentos onchain por requisição, que são lentos, caros e rastreáveis.

A dupla propõe um sistema no qual os usuários depositam fundos em um contrato inteligente e então realizam chamadas de API sem revelar sua identidade ou vincular transações, utilizando provas de conhecimento zero e anuladores de limitação de impostos para pagamentos e aplicação de regras anti-spam.