O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou um pedido para um hacker de Franca (SP), que queria responder em liberdade ao processo criminal que investiga uma invasão à empresa Cashway e posterior roubo de R$ 6 milhões.
No processo, as autoridades deixam claro que após o roubo o jovem procedeu à compra de créditos no iFood e Bitcoinenviados para a carteira Wallet of Satoshi.
“Segundo consta na representação, foi instaurado o Inquérito Policial em razão da prática de uma fraude contra a empresa Fintech CASHWAY TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO SA, sediada nesta Comarca, com prejuízo de aproximadamente R$6.000.000,00 (seis milhões de reais). Isso porque, conforme relatado na manifestação ministerial, nos dias 14 e 15 de julho do ano de 2024, foi realizado um “ataque virtual” ao setor de instituição de pagamento da empresa, com alteração das senhas bancárias de diversos clientes. Na sequência, com o acesso indevido às contas, foram realizadas diversas transferências bancárias, via PIX, totalizando um prejuízo de R$6.054.861,61“, diz trecho.
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Ao acessar o sistema, o hacker utilizou uma senha do sistema de um funcionário antigo, que havia saído da empresa e específicos depois de outro perfil. Com o acesso antigo “esquecido” pela empresa, tinha uma senha fraca que acabou explorada pelo crime.
Com os saques de valores atípicos partindo da Cashway, com compras de bitcoin na plataforma Plebank, a instituição foi notificada e a investigação começou.
Em dado momento, as autoridades identificaram o IP que movimentou o ataque cibernético, chegando até a casa da mãe do hacker. Ao investigar seus filhos, o mais novo de 20 anos tinha 20 chaves Pix em seu nome, o que chamou atenção e levou a representação judicial para prisão.
Preso e com seus aparelhos eletrônicos comprovando sua participação na fraude, as autoridades pediram que ele se mantivesse sob custódia até a conclusão do processo.
Hacker manteve chaves privadas de Bitcoin em conta do WhatsApp e movimentou valores roubados no iFood
Em outubro de 2025, o STJ já havia negado o pedido de habeas corpus solicitado pela defesa do hacker de França. Ele responde pelos crimes no Tribunal de Santa Catarina, estado sede da empresa roubada.
“Por isso, foi expedido mandado de busca e apreensão no seu endereço. A partir dos aparelhos celulares apreendidos, recuperado-se que na data do golpe (15/07/2024) JOAO VITOR encaminhou para si (whatsapp n. (16) 991XXX) uma seedphrase, que é uma série de palavras geradas por uma carteira de criptomoedas (wallet) que pode ser utilizada para sua recuperação e restauração“, diz a representação policial.
Além disso, o hacker tentou usar o iFood com os recursos roubados da empresa financeira, o que também foi detectado pelas autoridades.
“Dentre as mensagens enviadas a ele, foi encontrada uma série de códigos e números, destacando-se que um desses códigos corresponde ao código utilizado no Cartão iFood, referente a uma das transações fraudulentas informadas pela empresa vítima – Cashway; Além disso, constam três comprovantes de compra via Cartão Ifood que atendem aos valores noticiados pela Cashway, diminuindo, portanto, que a compra dos créditos foi realizado por JOÃO VITOR“, acrescenta o trecho do processo.
O caso mostra que os novos líderes cibernéticos acreditam que o bitcoin e as plataformas digitais são redutos salvos, no entanto, sem o devido conhecimento acabam entregando suas transações e valores com as modernas investigações policiais.
Fonteslivecoins




