A Paxful Holdings Inc., uma corretora P2P de Bitcoinrecebeu sua sentença final na justiça americana na quarta-feira (11). O Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) condenou uma plataforma de negociação de criptomoedas ao pagamento de uma multa criminal de US$ 4 milhões.
A empresa admitiu culpa por conspirar para promover a prostituição ilegal, violar a Lei de Sigilo Bancário e transmitir fundos decorrentes de ofensas criminais. A decisão confirma que a corretora atuou como um porto seguro para crimes e ignorou alertas sobre a origem ilícita dos ativos.
O valor da reflexão chama a atenção pela redução drástica em relação ao cálculo inicial. O acordo original estipulava uma multa de US$ 112,5 milhões, baseada na gravidade das infrações.
🟠Receba consultoria em Bitcoin com os maiores especialistas do mercado.
No entanto, uma análise financeira independente do governo concluiu que a companhia não possuía capacidade para pagar tal montante sem decretar falência. Mesmo com o desconto, as publicações carregam um peso enorme para a comissão do setor.
Promotores federais provaram que a Paxful facilitou crimes como fraudes, golpes românticos, extorsão e tráfico humano ao priorizar o lucro em vez da conformidade legal.
Documentos do tribunal revelam que a empresa operava seu sistema pessoa para pessoa (P2P) sem os devidos controles de combate à lavagem de dinheiro (AML) entre os anos de 2015 e 2019.
A plataforma permitiu a abertura de contas e negociações sem a exigência de informações de identificação do cliente (KYC). A falta de rigor na verificação de usuários considerou o ambiente em um terreno fértil para atividades ilícitas e difíceis ou rastreio de suspeitas pelas autoridades.
“Mandamos um recado claro com a comunicação”
Eric Grant, procurador dos EUA para o Distrito Leste da Califórnia, afirmou que a sentença envia um recado duro ao mercado. Segundo ele, as companhias que fecham os olhos para o crime em suas plataformas enfrentarão consequências graves sob a lei americana.
A decisão reforça o compromisso das autoridades em impedir que o ecossistema de criptomoedas sirva como ferramenta para o crime organizado ou para a exploração de vítimas vítimas.
Artur Schaback, cofundador e ex-diretor de tecnologia da Paxful, também enfrentou problemas graves com a justiça. Ele se declarou declarado em julho de 2024 por conspiração para falha na manutenção de um programa eficaz de AML.
A investigação contou com a participação de agências de elite, como o IRS-CI (investigação criminal da receita americana) e a Homeland Security Investigations (HSI), que rastrearam o fluxo financeiro complexo para desmantelar a rede de impunidade.
Fonteslivecoins




