Resumo da notícia:
-
Taxa Selic de 15% ao ano impacta crédito pessoal e criação ambiente favorável ao empréstimo de criptomoedas.
-
Mercado de crédito em criptomoedas no país possui mercado de 25 milhões de investidores ativos.
-
50% dos investidores brasileiros em criptomoedas veem a tomada de empréstimo como uma forma de ampliar a exposição.
No início do mês, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa básica anual praticada pelo Banco Central (BC) de 15%. O arrocho financeiro, por outro lado, favorece alternativas de empréstimos de criptomoedas no país.
Na esteira da taxa Selic, que representa o maior nível restritivo em 20 anos, o crédito pessoal no Brasil chegou a níveis de até 8,55% ao mês, o maior em três décadas, de acordo com dados divulgados em dezembro pelo Procon de São Paulo. Já os juros do cartão de crédito para pessoas físicas registraram um avanço de 5,3% e chegaram a 451,3% ao ano, segundos dados divulgados em setembro pelo BC.
Nesse cenário, modalidades como o crédito com garantia em criptomoedas ganham espaço, especialmente considerando que há mais de 25 milhões de investidores em ativos digitais no país, segundo o Datafolha.
Um levantamento recente realizado pelo Mercado Bitcoin (MB) mostrou que 50% dos investidores brasileiros de criptomoedas desejam uma tomada de empréstimo como uma forma de ampliação da exposição, mesmo em um período marcado por oscilações no valor do mercado do Bitcoin (BTC). A exchange está entre as empresas de criptomoedas que decidiram ampliar suas operações de crédito aos investidores brasileiros. Segundo o MB, cujo aumento de oferta chegou a 400%, a categoria atraiu diferentes perfis de investidores, desde aqueles que buscam liquidez para objetivos pessoais até os que utilizam os recursos para reinvestimento, prática conhecida no mercado financeiro como alavancagem.
A operação permite que os clientes obtenham liquidez sem precisar vender seus ativos, mantendo a exposição ao potencial de valorização das criptomoedas, explicou o diretor de Produtos do MB, Guilherme Pimentel.
Atualmente, a modalidade opera com algumas das principais criptomoedas do mercado, permitindo o uso de Bitcoin ou Ethereum (ETH) como garantia. Segundo Pimentel, a expansão para outros ativos, como as stablecoins, vinculadas a moedas fiduciárias ou outros ativos, está entre os planos de câmbio.
De acordo com a Galaxy Research, o crédito colateralizado por criptomoedas atingiu um recorde global de US$ 73,59 bilhões no fim do terceiro trimestre de 2025, superando o pico anterior de US$ 69,37 bilhões, registrado em 2021.
Em outra frente, uma fintech brasileira aposta nas stablecoins de olho nos US$ 195 tri do comércio global, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.
Fontecointelegraph




