A Hut 8, uma das maiores mineradoras de Bitcoin da América do Norte, ampliou agressivamente sua capacidade de mineração em 2025, elevando sua taxa de hash instalada para 26,8 EH/s. O movimento ocorre enquanto o Bitcoin opera em torno de US$ 98.500, com alta de 1,9% nas últimas 24h, mas ainda consolidado após o halving de 2024. Em um cenário de competição recorde e custos crescentes, a expansão reacende o debate sobre sustentabilidade e pressão de venda no mercado.
O contexto macro segue as exigências: a taxa de hash global do Bitcoin permanece nas máximas históricas, enquanto a recompensa por bloco caiu de 6,25 para 3,125 BTC após o halving do Bitcoin. Para investidores brasileiros, entender o comportamento das mineradoras ajuda a antecipar períodos de maior volatilidade e possíveis mudanças no fluxo de oferta.
O que está por trás da expansão do Hut 8?
Em termos simples, a taxa de hash mede o poder computacional dedicado à rede Bitcoin. Quanto maior a taxa de hash, maior a segurança da rede — mas também mais intensa a competição entre mineradores. Segundo dados da CoinLaw, a Hut 8 alcançou 26,8 EH/s instalados em setembro de 2025, com 23,7 EH/s operacionais operacionais.
Essa expansão veio acompanhada de ganhos operacionais: a produção líquida de BTC da empresa saltou de 38 BTC em fevereiro para 78 BTC em março de 2025. Na prática, isso indica maior eficiência, mas também sugere que mineradoras maiores estão ganhando escala enquanto operadores enfrentam menores margens mais competitivas.
Como isso afeta o mercado de mineração de Bitcoin?
O aumento da taxa de hash tende a aumentar a dificuldade de mineração, a rentabilidade média por máquina. Após o halving, a transferência diária de BTC caiu de 900 para 450 moedas, enquanto o custo estimado de mineração subiu para até US$ 106 mil por BTC, de acordo com o Financial Times.
Para o preço do Bitcoin, isso cria um equilíbrio delicado. Mineradoras com caixa forte como Hut 8, Marathon e Riot fornecem reter BTC e reduzem a pressão de venda dos mineradores. Já empresas mais alavancadas podem ser forçadas a vender, aumentando a oferta no curto prazo.
Quais são os riscos para investidores brasileiros?
Do ponto de vista técnico, o BTC suporte encontra relevante em US$ 84.000 e resistência em US$ 102.000. O diário RSI gira em torno de 54, sinalizando equilíbrio entre compra e venda, enquanto o MACD segue próximo da linha zero, afirmação. Esses níveis sugerem que choques de oferta vindos de mineradoras podem definir o próximo rompimento.
Além disso, os investidores brasileiros devem acompanhar as análises on-chain como fornecimento em exchanges, que ficam abaixo de 12% do total circulante, um sinal estruturalmente positivo. No entanto, a concentração de taxa de hash em grandes players aumenta o risco sistêmico caso o preço do BTC caia abaixo do custo médio de mineração.
A estratégia da Hut 8 reforça uma tendência clara: a mineração de Bitcoin está se tornando um jogo de escala e eficiência. Para o mercado, isso pode reduzir a oferta vendida no curto prazo, mas também elevar o piso de custo do BTC no longo prazo.
Para investidores, o recado é pragmático. Monitorar hash rate e dificuldade, junto com o comportamento das grandes mineradoras, ajuda a identificar períodos de maior risco ou oportunidade. Em um ciclo pós-halving, os dados operacionais são importantes tanto quanto os gráficos de preço.
Fontecriptofacil




