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A demanda crescente por dólar americano e estruturas bancárias fragmentadas catapultam novas soluções cross-border, com destaque para stablecoins e integração com o Pix.

Resumo da notícia:

  • As transferências globais movimentaram US$ 195 trilhões, enquanto stablecoins avançaram sobre Swift e outras soluções tradicionais.

  • Sistemas de liquidações transfronteiriços baseados em blockchain operam 24 horas por dia, sete dias por semana.

  • As stablecoins estão se consolidando como uma nova camada de liquidação financeira.

Um levantamento recente divulgado pela FXC Intelligence revelou que as transferências globais somaram cerca de US$ 195 trilhões em 2024, volume impulsionado por soluções alternativas aos métodos tradicionais. Entre elas as stablecoins, aposta da fintech brasileira Bloquo.

De acordo com o estudo da FXC, a Swift ainda responde por dois terços das transações cross-border. Por outro lado, o estudo da empresa de inteligência de mercado revelou crescimento das soluções ao sistema de mensagens belga, presente em mais de 200 países e com cerca de 11.500 instituições financeiras cadastradas. O que, a reboque, fortalece aplicações de avaliações geopolíticas e a consequente busca por soluções alternativas.

O sistema Swift também enfrentou críticas relacionadas à sua lentidão e às taxas de transação das transações. Paralelamente, as stablecoins se fortalecem em cima dessas e de outras questões, como fragmentação de estruturas bancárias, demanda crescente por dólar americano e avanço regulatório das criptomoedas. Além disso, os sistemas de liquidações transfronteiriços baseados em blockchain funcionam 24 horas por dia, sete dias por semana.

As stablecoins estão se consolidando como uma nova camada de liquidação financeira. O que antes era percebido como tecnologia emergente passa a ser utilizado como instrumento operacional para transferir recursos entre países com mais rapidez e previsibilidade, defende o CEO da Bloquo, Carlos Russo.

Por outro lado, o executivo acrescenta que a ideia da plataforma não é necessariamente competir com os bancos e sim oferecer uma infraestrutura em blockchain para que instituições financeiras e empresas utilizem a infraestrutura digital.

No Brasil, o Pix é outro aliado para as fintechs que utilizam stablecoins e outras criptomoedas, através de rampas de acesso entre solução de transferências instantâneas em reais desenvolvidas pelo Banco Central (BC) e as criptomoedas.

Em linhas gerais, fintechs de blockchain como o Bloquo conectam moedas fiduciárias, como real e dólar, ao ambiente de liquidação digital por meio de estruturas de on-ramp e off-ramp, execução cambial regulada e provisão de créditos.

Para o especialista em criptomoedas Leandro Baccari, a blockchain também pode ajudar a CVM a evitar episódios como o do Banco Master, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

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Fontecointelegraph

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