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O Federal Reserve manteve os juros inalterados nesta quarta-feira (29), a primeira pausa desde julho de 2025, sinalizando cautela após um ciclo agressivo de acordos. O Bitcoin reagiu com alta intradiária e negociou entre US$ 88.972 e US$ 89.540, variação de 0,4% nas últimas 24 horas. A decisão ocorre em meio a um debate mais amplo sobre o retorno do apetite por ativos de risco em um ambiente de liquidez global ainda restritivo.

Desde janeiro de 2026, o BTC permanece consolidado em uma faixa ampla entre US$ 85.000 e US$ 95.000, refletindo incerteza macro e liquidações recorrentes. Para investidores brasileiros, o cenário combina dólar mais fraco com maior sensibilidade às decisões do Fed, afetando diretamente entradas via corretoras locais.

O que a pausa do Fed realmente significa para o Bitcoin?

Na prática, o Fed interrompeu altas altas após elevar os juros ao longo de 2024 e 2025, buscando avaliar os efeitos cumulativos do aperto. Os jurados tendem a reduzir a pressão sobre ativos de risco, como o Bitcoin, que competem com títulos do Tesouro em termos de retorno ajustados ao risco.

Esse contexto reforça leituras recentes vistas após o discurso de Powell, quando o mercado passou a precificar cortes apenas no segundo semestre. Para o BTC, isso significa um intervalo limitado, não um gatilho automático para tendência de alta.

Dados técnicos mostram demonstrações com visão defensiva

No gráfico de 4 horas, a média móvel de 50 períodos segue inclinada para baixo, enquanto a média de 200 períodos perdeu força desde 25 de janeiro. O RSI está em 42 pontos, abaixo da zona neutra, diminuindo ausência de momentum comprador, enquanto o MACD permanece negativo, mas com histograma estável.

Os principais suportes estão em US$87.000 e US$85.200, níveis testados após a recuperação do dia 29, quando liquidações de centenas de milhões empurraram o preço para US$87 mil. Já as resistências imediatas aparecem em US$90.800 e US$94.500; romper essa região exigiu aumento claro de volume, hoje abaixo da mídia semanal.

Implicações para ETFs, on-chain e investidores no Brasil

Os ETFs de Bitcoin à vista continuam sensíveis ao noticiário macro, com fluxos inconsistentes após as liquidações recentes, limitando a demanda institucional. Paralelamente, os dados on-chain mostram a oferta nas exchanges relativamente estáveis, indicando que os grandes detentores não estão distribuindo agressivamente, mas também não acumularam de forma clara.

Para o investidor brasileiro, a combinação de BTC lateralizada e de câmbio mais favorável pode abrir oportunidades táticas, mas exige gestão de risco. Análises recentes sobre a decisão do Fed e seus efeitos no mercado criptográfico mostram que movimentos sustentáveis ​​dependem de confirmação macro e técnica.

Quais são os riscos ignorados pelo mercado?

Apesar da pausa, o Fed não sinalizou cortes iminentes, mantendo o discurso dependente de dados. Caso a inflação volte a surpreender para cima, o cenário de juros elevados por mais tempo pode reiniciar novamente o Bitcoin, como já visto nas quedas anteriores.

Além disso, o índice Fear & Greed permanece em 29 pontos, zona de medo, indicando que o mercado ainda não comprou totalmente a narrativa de retomada do risco. Para quem opera no curto prazo, a consolidação entre US$ 85 mil e US$ 95 mil segue como o principal desafio.

Em resumo, a pausa do Fed reduz um vetor de pressão, mas não resolve o impasse do Bitcoin. O ativo continua preso a níveis técnicos claros, e apenas um rompimento com volume e melhoria do cenário macro deve definir a próxima tendência relevante.

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