Uma carteira vinculada à criptomoeda recém-lançada do ex-prefeito de Nova York, Eric Adams, teria embolsado quase US$ 1 milhão por meio de uma manipulação suspeita de um pool de liquidez na segunda-feira (12).
O criador do token NYC invejou 80 milhões de moedas para uma conta que adicionou os tokens como liquidez em uma exchange descentralizada.
Essa conta então removeu US$ 2,43 milhões em USDC antes de adicionar novamente US$ 1,5 milhão, deixando aproximadamente US$ 932 mil em liquidez de USDC sem explicaçãoconforme confirmou a plataforma de análise on-chain Bubblemaps ao Decrypt na segunda-feira.
O episódio ocorre em meio ao aumento do escrutínio sobre as criptomoedas apoiadas por políticos, incluindo as memecoins, após o colapso no ano passado do token LIBRA promovido pelo presidente argentino Javier Milei, que resultou em processos coletivos de fraude e extorsão.
A Bubblemaps também inclui a atividade suspeita, relatando que a carteira 9Ty4M, associada ao criador do token NYC, criou pools de liquidez unilaterais no Meteora.
“Essa carteira então: removeu cerca de US$ 2,5 milhões em USDC no pico, adicionou de volta cerca de US$ 1,5 milhão em USDC após uma queda de -60%”, informou a Bubblemaps.
“Não houve explicação para esses movimentos de liquidez”, tuitou a empresa. “Isso infelizmente lembra o lançamento do $LIBRA, onde a liquidez também foi fortemente manipulada”.
O ex-prefeito anunciou o token em uma coletiva de imprensa na Times Square na segunda-feira, dizendo que o projeto buscaria combater “antissemitismo e antiamericanismo” usando a receita gerada pelo token, além de ensinar crianças “como abraçar a tecnologia blockchain“.
O token NYC tem um máximo completo de 1 bilhão de unidades, representando “o espírito de Nova York — inovação, diversidade e a vontade de vencer”, segundo o site oficial do token.
O NYC chegou a atingir US$ 600 milhões em valor de mercado antes de despencar para cerca de US$ 110 milhões, segundo dados do Solscan. O preço do token caiu mais de 81%passando de um pico de cerca de US$ 0,58 para apenas US$ 0,11, mostram os dados.
Desastres políticos
O escândalo do token LIBRA do presidente Milei investigado em congelamento de ativos, investigações por fraude e processos coletivos.
Apenas 14% dos investidores da LIBRA obtiveram lucro, enquanto 86% dos que investiram no token perderam um total combinado de US$ 251 milhões, segundo relatório de Nansen.
Leia também: O que é LIBRA? A criptomoeda por trás do escândalo político de Milei
Documentos judiciais em um processo coletivo nos EUA apontaram posteriormente o cofundador da Meteora, Benjamin Chow, como o mentor por trás de pelo menos 15 lançamentos de tokens testemunhando um “roteiro idêntico”, incluindo os tokens MELANIA e LIBRA, ambos de grande destaque.
A ação alega que a primeira-dama Melania Trump e o presidente Milei foram usados como “peças para legitimar” ou que os promotores descreveram como armadilhas de liquidez geográfica.
O token MELANIA, promovido pela primeira vez apenas dois dias após a estreia da memecoin do presidente Trump em janeiro, chegou a quase US$ 7 bilhões em valor de mercado antes de desabar 99%, atingindo US$ 80 milhões nos meses seguintes.
Em novembro, um juiz argentino congelou ações relacionadas ao escândalo da LIBRA após investigador descobrir possíveis “pagamentos indiretos a funcionários públicos” pelo CEO da Kelsier Ventures, Hayden Davis.
A Bubblemaps vinculou carteiras usadas para lançar MELANIA e LIBRA, revelando um padrão de manipulação coordenada.
* Traduzido e editado com autorização do Decrypt.
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Fonteportaldobitcoin



