Um ex-diretor do Banco Central do Brasil lançou uma stablecoin atrelada ao real, projetada para fornecer aos investidores globais acesso às altas taxas de juros do país, de acordo com um anúncio.

Resumo

  • Tony Volpon apresentou o BRD, uma stablecoin brasileira atrelada ao real, apoiada por títulos do governo e projetada para repassar rendimentos soberanos aos detentores de tokens.
  • O BRD é apoiado por títulos do Tesouro Nacional vinculados à taxa Selic do Brasil, perto de 15%, oferecendo aos investidores globais exposição baseada em blockchain à dívida soberana brasileira sem navegar pelas barreiras do mercado local.
  • O BRD está estruturado como um instrumento digital que rende juros, sinalizando uma tendência mais ampla de tokenização da dívida pública de alto rendimento nos mercados emergentes.

Tony Volpon apresentou o BRD, uma stablecoin indexada 1:1 ao real brasileiro e lastreada pela dívida do governo brasileiro. O token está estruturado para distribuir rendimento aos detentores, convertendo taxas de juros soberanas em um produto de investimento baseado em blockchain.

A stablecoin é lastreada em títulos do Tesouro Nacional mantidos em reserva. Esses títulos rendem juros vinculados à taxa Selic de referência do Brasil, que atualmente está perto de 15%, uma das taxas diretoras mais altas nas principais economias.

Os retornos gerados pela dívida pública subjacente destinam-se a ser repassados ​​aos detentores de tokens, embora o mecanismo técnico preciso não tenha sido totalmente divulgado.

A estrutura posiciona o BRD como um instrumento digital de rendimento que representa a dívida soberana brasileira, em vez de uma moeda estável de pagamento tradicional, de acordo com a descrição do projeto.

O token visa abordar barreiras que historicamente limitaram o acesso de investidores estrangeiros ao mercado de renda fixa do Brasil, incluindo controles de capital, requisitos de custódia local, desafios de conversão de moeda e complexidade regulatória. O token baseado em blockchain tem como objetivo oferecer às instituições estrangeiras um ponto de entrada simplificado para o ambiente de alto rendimento do Brasil.

O BRD entra em um mercado que já inclui stablecoins atrelados ao real, como o BRZ, emitido pela Transfero, e o BBRL, apoiado pelo Braza Bank. Esses tokens funcionam principalmente como stablecoins transacionais e não distribuem explicitamente o rendimento dos ativos de garantia aos detentores. O BRD representa a primeira stablecoin denominada em reais explicitamente projetada para distribuir retornos de títulos do governo brasileiro, de acordo com as informações disponíveis.

O lançamento reflete uma tendência em desenvolvimento nas finanças digitais para a tokenização de ativos soberanos que rendem juros. A estrutura poderia servir de modelo para outros mercados emergentes com taxas de juro elevadas que procuram oferecer rendimento soberano através de instrumentos baseados em blockchain, sem exigir que os investidores tenham acesso direto aos sistemas financeiros nacionais.

Fontecrypto.news

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