O escritório do procurador dos Estados Unidos em Massachusetts iniciou uma ação de confisco civil para recuperar 327.829 moedas da rede Tether (USDT) na segunda-feira (2). O valor estimado do saldo atinge uma marca aproximada de 327 mil dólares.
Os fundos possuem ligação com um esquema de lavagem de dinheiro focado em ocultar os lucros de um golpe de romance virtual. A fraude teve como alvo um morador da região.
Esta investigação do crime começou no outono do ano de 2024, quando a vítima conheceu uma pessoa em um aplicativo de encontros no mês de novembro.
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Desta forma, o golpista atualizou o nome falso de “Linda Brown” e ofereceu uma oportunidade de investimento em criptomoedas após semanas de conversas.
A criminosa enganou o usuário sob o pretexto de aplicar o dinheiro de forma legítima. Assim, a vítima transferiu seus fundos para carteiras sob o controle da estelionatária e de seus parceiros do crime.
A descoberta do roubo ocorreu apenas no momento do pedido de saque do saldo, com falha na tentativa de retirada.
As autoridades seguiram o caminho do dinheiro, a conversão para USDT, e agora vão confiscar valores com ajuda da Tether
A denúncia do governo americano detalha a estratégia da quadrilha, em que os operadores do esquema transferiram o capital da vítima por diversas carteiras divulgadas.
O grupo converteu o ativo original para a moeda estável USDT, e o uso dessa manobra buscou ocultar a origem verdadeira do dinheiro e os lucros ilícitos.
Os investigadores rastrearam uma parte dos fundos roubados até carteiras de criptomoedas sem custódia centralizada. A apreensão desses endereços virtuais ocorreu no mês de agosto de 2025. O processo judicial aponta o envolvimento de todo o saldo dessas contas com a lavagem de dinheiro.
A lei federal dos Estados Unidos proíbe a condução de transações financeiras com o conhecimento de seu uso para ocultar a natureza, a fonte e o controle de lucros criminosos.
O formato de confisco civil permite a reivindicação de patrimônio por terceiros. O tribunal precisa resolver essas disputas de posse antes de garantir a perda dos bens para o Estado e a devolução do saldo para as vítimas.
O anúncio da ação contou com a presença da procuradora Leah B. Foley e do agente especial da divisão de Boston do FBI, Ted E. Docks.
A promotora Annapurna Balakrishna atua na acusação do caso pela Unidade de Recuperação de Ativos. O governo mantém o dever de provar as declarações de confisco por meio de provas.
Fonteslivecoins




